Jovens sentem mais o peso do desemprego - Taxa atinge 19,7% da população entre 18 e 24 anos, mais que o dobro da média do total dos brasileiros economicamente ativos, de 8,9% - A crise econômica é diretamente ligada a Crise Política - É preciso MUDAR e o impeachment é o caminho pois o Governo Dilma não tem mais moral para continuar - EU NÃO DEFENDO O PT, EU DEFENDO O BRASIL

Quase um quinto da população jovem brasileira de 18 a 24 anos – 19,7% – está desempregada, representando 33,1% do total das pessoas desoc...

Quase um quinto da população jovem brasileira de 18 a 24 anos – 19,7% – está desempregada, representando 33,1% do total das pessoas desocupadas no país, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desconsiderando jovens de 14 a 17 anos que procuram por estágio ou vaga de menor aprendiz, é a faixa etária em que a taxa de desocupação é mais alta. Entre 25 e 39 anos, 8,6% estão desempregados, taxa que cai para 4,6% da população entre 40 e 59 anos e para 2,7% acima de 60 anos. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

O terceiro trimestre de 2015 – período compreendido entre julho e setembro – registra, para o conjunto da população brasileira economicamente ativa, a maior taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012, de 8,9%. São 9 milhões de brasileiros sem trabalho, segundo estimativa do IBGE. No segundo trimestre deste ano, entre abril e junho, a taxa foi de 8,3%, portanto, um aumento de 7,5% e, há um ano, no terceiro trimestre de 2014, ela atingia 6,8%. De lá para cá, o crescimento foi de 33,9%.

As mulheres representam 51,2% da população desocupada. Esse percentual foi superior ao de homens em quase todas as regiões do país, à exceção do Nordeste, onde elas representavam 48,9% dos desocupados. Entre os desempregados no terceiro trimestre, 51,2% tinham concluído pelo menos o ensino médio. Cerca de 25,9% não tinham concluído o ensino fundamental. Aquelas com nível superior completo representavam 8,8%. De acordo com o IBGE, a distribuição da taxa de desocupação segundo o gênero e educação formal não se alteraram significativamente ao longo da série histórica disponível.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, neste momento do ano, com a proximidade do Natal, normalmente o mercado de trabalho já começaria a se aquecer com as vagas de emprego temporário. “Mas não é o que está acontecendo”, disse ele. “Foi recorde a taxa de desocupação desde que a pesquisa se iniciou”, afirmou, assinalando que o aumento da procura por trabalho foi o grande responsável pelo crescimento da taxa de desemprego no país.

Em um ano, foram perdidos no setor privado 1,2 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. Em relação ao segundo trimestre deste ano, foi registrado recuo de 1,4% – o equivalente a 494 mil postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com Azeredo, ao perder o emprego no setor privado, os trabalhadores passaram a atuar como autônomos, em atividades que geram menor renda para as famílias. “Sem a estabilidade do emprego, outros membros da família começaram a procurar trabalho. Isso inflou a procura”, afirmou, assinalando em seguida que esSe processo vem ocorrendo há alguns trimestres.

Ao mesmo tempo em que os trabalhadores por conta própria aumentaram em 3,5% ante o terceiro trimestre de 2014 – o que significa dizer que há 760 mil pessoas a mais nessa situação –, os empregadores cresceram 7,9%, aumento de 297 mil. “São pequenos negócios abertos, com duas ou três pessoas empregadas”, explica Azeredo. Já a fila do desemprego recebeu mais 2,274 milhões de pessoas em busca de trabalho. “São jovens, idosos, donas de casa que acabam indo para o mercado de trabalho para ajudar quem perdeu o emprego com carteira assinada”, avaliou o técnico. Por isso, a população ocupada ficou estável e somou 92,1 milhões de pessoas.

Sinal amaraelo na Região Sudeste

A taxa de desemprego cresceu neste trimestre analisado pela pesquisa em 22 das 27 unidades da federação em relação a igual período do ano passado. Na Bahia foi registrada a maior taxa, de 12,8%. A menor foi em Santa Catarina, de 4,4%. Minas ficou abaixo da média nacional, com taxa de 8,6%. São Paulo registrou 9,3%; Rio de Janeiro, de 8,2%; e Espírito Santo, 8,1%.

Segundo o coordenador do IBGE, em todos os estados da Região Sudeste foi observado aumento da desocupação, tanto na comparação anual quanto na comparação com o segundo trimestre desse ano.“A Região Sudeste tem efeito de anunciar o que estar por vir”, disse, já que concentra 44% da força de trabalho do país. “Salta aos olhos esse aumento na desocupação na Região Sudeste, como se fosse um efeito farol”, acrescentou. Entre as regiões, a Nordeste mostrou a maior taxa de desemprego, de 10,8%, e a Sul, a menor, de 6%. No Sudeste, há 9% de desempregados, no Norte, 8,8%, e no Centro-Oeste, 7,5%.

O desemprego também cresceu em 14 das 27 capitais brasileiras no terceiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado. Salvador tem a maior taxa do país, alcançando 16,1%. O Rio de Janeiro tem a menor, de 5,1%. Em São Paulo, 8,1% estão desempregados, e, em Belo Horizonte há 9,5%, taxa próxima à da região metropolitana, onde a taxa atingiu 9,9%.

RENDA O aumento do desemprego veio acompanhado de uma queda no rendimento real médio do trabalhador de R$ 1.889 contra R$ 1.913 no segundo trimestre deste ano – recuo de 1,2%. Há estabilidade em relação à renda média do trabalhador verificada no mesmo período do ano passado. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 168,6 bilhões no terceiro trimestre, queda de 1,2% em relação ao período compreendido entre abril e junho deste ano. Em relação ao terceiro trimestre de 2014, o recuo foi de 0,1%.


http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/11/25/internas_economia,711258/jovens-sentem-mais-o-peso-do-desemprego.shtml

Postar um comentário

  1. Impeachmant não é um mecanismo para tirar um governante impopular, ou com o qual não se concorda com a linha de governo do poder. Usar o impeachment dessa forma é maquinar um golpe de estado. Tal mecanismo está sendo usado por uma oposição de direita, elitista e corrupta. Cuidado para não defender aqueles que são os verdadeiros inimigos da sociedade e da população.

    ResponderExcluir
  2. ESSES VERMES DA OPOSIÇÃO QUE ESTÃO AFUNDANDO O PAIS, ELES NÃO ESTÃO NEM UM POUCO QUERENDO AJUDAR O PAIS SAIR DESTA CRISE ELES QUEREM E ASSUMIR E SE O TEMER ENTRAR NADA VAI MUDAR PORQUE O PSDB A OPOSIÇÃO DO BRASIL QUE MAIS E NÃO VÃO PARAR.TUDO ESTA UMA VERGONHA

    ResponderExcluir
  3. Na verdade quem não defende o PT sou eu, você é contra ele...
    Eu acho que o modelo de governar está errado, e a crise está diretamente ligada as empresas desses corruptos. Se todos fossem cassados teria apenas 30% de políticos ativosno Brasil,o rombo nos cofres públicos, a sonegação, a manipulação, tanto de processos como andamentos de autorizações não deixa o Governo melhorar. A crise agora acaba quando Cunha e seus aliados de frente forem presos. E tomara que derrube a pirâmide a qual eles pertencem!!

    ResponderExcluir

emo-but-icon

Curta nossa Página

Semana

Recentes

Comentários

Visualizações do Blog

Twitter

Anuncie Aqui

Anuncie Aqui
item