Agora tem oposição

Jornal Atual, 12 de janeiro de 2009. As faces da oposição O anúncio da formação de um grupo de oposição em Itaguaí f...

Jornal Atual, 12 de janeiro de 2009.

As faces da oposição

O anúncio da formação de um grupo de oposição em Itaguaí ficou evidente na cerimônia de posse do dia 1º deste mês. Depois de um primeiro mandato relativamente tranquilo, em que não teve problemas em fazer passar projetos, o prefeito reeleito Carlo Busatto Júnior (Charlinho) não terá maioria na Câmara de Vereadores. Embora a margem de parlamentares discordantes não seja tão grande (seis da oposição contra cinco da situação), o Executivo precisará de mais poder de convencimento para conseguir maioria em matérias de seu interesse.
A Câmara iniciará seus trabalhos dividida em dois: os aliados do prefeito (um grupo de cinco vereadores formados por Abelardinho, Jorginho Charlinho, Carlos Kifer, Beto da Reta e Toni Coelho) e os que prometem fazer oposição (Vicente Rocha, Nisan César, Robertinho, Silas Cabral, Márcio Pinto e Lenilson do INPS).
A presença de uma oposição pode parecer incômoda aos políticos no poder, mas revela a maturidade democracia de determinada sociedade. Essa é a opinião de Lucinei Lucena, sociólogo e pesquisador do IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais), que acrescenta: “O regime democrático funciona na base da alternância de poder. Nesse quadro, é importante que haja oposição, pois onde ocorre divergência existe debate. Assim, a população fica mais esclarecida”.
Segundo Lucena, a sociedade só tem a ganhar com uma bancada oposicionista no parlamento municipal. “Com a presença da oposição a população ganha a possibilidade de ter revelados aspectos das medidas governamentais que às vezes não interessa à situação expor. Além disso, é importante para que a maioria não sufoque as minorias”, explicou ele.
Mas como agiria a oposição num cenário político em que o prefeito obteve ampla aprovação nas urnas, com mais de 90% dos votos válidos? Haverá possibilidade de uma atuação ativa? Para Lucena, os vereadores divergentes não devem rejeitar o papel que têm a desempenhar. “Embora haja esse carisma pessoal do candidato, que obteve tão expressiva votação, a oposição não deve deixar de atuar, mesmo num quadro assim. É seu papel fiscalizar e não deixar de acrescentar propostas”, disse ele, concluindo: “No fim, o eleitor é quem vai julgar quem fez o melhor trabalho”.

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  1. Muito bom o comentário do entrevistado pelo Jornal Atual para essa reportagem.
    Oposição se faz necessário...
    Os vereadores ficam de olho no Prefeito e nós de olho em todos eles... vamos ver onde isso vai dar...

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  2. Acho muito saudável que haja oposição. O que me preocupa são os integrantes desta oposição. ~Mas, fazer o quê? O povo de Itaguaí não cansa de vender seus votos sempre aos mesmos! Como esperar mudanças?

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  3. o que eles querem é dinheiro

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