Audiência Pública sobre o Centro de Tratamento de Resíduos

Charlinho não quer lixo do Rio em Itaguaí Embora tenham se esforçado para acentuar as vantagens da implantação do aterro na região de Piran...

Charlinho não quer lixo do Rio em Itaguaí

Embora tenham se esforçado para acentuar as vantagens da implantação do aterro na região de Piranema, representantes da empresa SA Paulista não conseguiram convencer o prefeito de Itaguaí sobre a viabilidade do projeto. “O lixo do Rio não é responsabilidade nossa!”, reagiu Charlinho durante a audiência pública realizada na quarta-feira (30), na Câmara Municipal da cidade. A discordância do prefeito acrescenta um capítulo à novela que cerca o projeto e se une às polêmicas relacionadas ao território previsto para abrigar o complexo e, ainda, à proibição imposta pelo Legislativo de Seropédica, que vetou o projeto na cidade.

A audiência pública apresentou o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR). “Nossa missão é transformar resíduos em energia limpa. A idéia é fazer do passivo um ativo para a própria sociedade, convertendo o problema numa solução”, argumentou Adriana Felipetto, da SA Paulista, enfatizando que o CTR garante o confinamento seguro do lixo. De acordo com a representante da empresa, a unidade dispõe de centros de aproveitamento energético do Metano, de educação ambiental e de um viveiro de espécies da Mata Atlântica. “Quando se fala em aterro sanitário, se pensa em enterrar o lixo, mas a gente não enterra nada. Na realidade, não existe contato do lixo com o solo”, assegurou Adriana.

Presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), Antônio Carlos Gusmão argumentou que o CTR terá capacidade de gerar insumo a ser utilizado pelas indústrias da região. “O lixo tem valor econômico e, se bem aproveitado, pode atrair negócios e gerar energia mais barata para as indústrias”, justificou.

O vereador Márcio Pinto saiu convencido da audiência. “É uma grande oportunidade de cuidarmos do nosso lixo e de uma forma bem melhor que a de hoje!”, disse.

Para SA Paulista, demanda justifica “importação” do lixo

O prefeito Charlinho interrompeu a audiência para criticar o projeto. “Foi uma ótima apresentação, mas até agora eu não vi nenhum benefício!”, disparou, manifestando preocupação com a imagem do município. “Lutamos muito para preservar a imagem da cidade. Não quero que a cidade seja reconhecida como a cidade do lixão! E quem é que vai ficar responsável por impedir a favelização do entorno?”, questionou.

O prefeito foi categórico ao dizer que não está interessado no CTR. “Este projeto está sendo colocado para resolver um problema da cidade do Rio, não somente o nosso. Não vou gostar nem um pouco de ver aqueles 600 caminhões laranjinhas vindo do Rio de Janeiro para despejar lixo aqui. Prefiro ônibus com ar condicionado trazendo pessoas para gastarem seu dinheiro na região”, contestou.

Em resposta a Charlinho, Adriana Felipetto explicou que o alto investimento em tecnologia não justifica o processamento de pouca quantidade de lixo. Para ela, essa é a razão para o recebimento de resíduos de outros municípios. Outro assunto discutido na audiência foi a localização da Fazenda Santo Antônio, local escolhido para realizar o empreendimento. De acordo com o vereador Carlos Kifer, legalmente o terreno pertence ao município de Itaguaí e não a Seropédica, como apontado no projeto.

Jornal Atual, 04 de Outubro de 2009.
Autor: MONIQUE SURIANO

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  1. “O PODER DA MIDIA E A DESINFORMAÇÃO DOS LEITORES”.

    Esta semana foi realizada na Câmara Municipal de Itaguaí uma reunião pública sobre a CTR de Santa Rosa, a sigla CTR corresponde a Centro de Tratamento de Resíduos, mas na maioria dos órgãos de comunicação eles preferem falar lixão, aí começa o grande problema para o leitor, qual a diferença entre ambos?.
    Eu faço parte da Comissão de Meio Ambiente e sou Presidente da Comissão Especial do pólo de desenvolvimento sustentável de Itaguaí na Câmara Municipal e preciso sempre estar informado em relação aos empreendimentos que vem para Itaguaí ou municípios vizinhos, e preciso sempre pesquisar e aprofundar aos diversos temas relacionados a nossa cidade.
    Na questão acima lixão é simplesmente pegar o lixo e colocá-lo em algum lugar afastado sem nenhum tipo de tratamento adequado, possibilitando todo o tipo de contaminação, já o CTR é o que existe de mais moderno para o tratamento do lixo visando evitar todos os problemas possíveis para o armazenamento seja do lixo domiciliar, hospitalar e mesmo dos resíduos industriais visando inclusive a transformação deste material para a reutilização seja na indústria ou até mesmo como gerador de energia.
    Hoje existe um instrumento muito importante para pesquisar qualquer tipo de assunto que é a internet, e que temos que cada vez mais nos interessarmos em utilizar esta ferramenta de informação para tirarmos as nossas dúvidas, espero ter esclarecido as diferenças entre Lixão e o Centro de Tratamento de Resíduos.

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  2. Ver.Marcio Pinto,
    esclareceu,mas não convenceu, o Rio que cuide de seu lixo, que nós, cuidaremos do nosso, essa sim é a causa que o senhor deveria defender.Afinal, se este tal de "Centro de Tratamento de resíduo", fosse tão bom assim, a prefeitura do Rio instalaria um na praia de Copacabana.

    Meus parabéns ao prefeito Charlinho, que mais uma vez, fez jus aos 92% de aprovação.Se fosse em outros tempos, o lixão já era de Itaguaí; como a termoelétrica à carvão, lembra? Até estupraram a Lei Orgânica do Município pra instalar aquela "trolha".
    Se não fosse o judiciário, estaríamos hoje, respirando carvão.

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  3. Prefiro essa CTR, do que o lixão da cidade de Itaguaí.

    Para quem não sabe, o lixão da cidade, fica ao lado do canal que cruza a Estrada de Piranema, bem ao lado da área onde será construído o tal Shopping de Itaguaí. Procurem no Google Earth.

    O Rio tem um odor horrível e mostra todos os sinais de estar completamente poluído com os derivados da decomposição do lixo.

    Se nessa CTR tratar todo o lixo de Itaguaí também, serei um defensor dessa CTR.

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  4. "Embora todos vivamos sob o mesmo céu, não temos o mesmo horizonte." (Konrad Adenauer)

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