Cidadãos 365 dias por ano

Para sociólogo, a internet e as redes sociais online vêm criando uma nova opinião pública, que não engole mentira, não tolera promessas, não...

Para sociólogo, a internet e as redes sociais online vêm criando uma nova opinião pública, que não engole mentira, não tolera promessas, não aceita líderes analógicos; faz acontecer

Christian Carvalho Cruz, de O Estado de S. Paulo

A política como conhecemos hoje pode ser, muito em breve, um retrato embolorado na parede. E o político profissional, um desempregado irremediável, com saudade dos "bons tempos" pré-internet. Não, essa não é a última do admirável mundo novo. É a opinião de alguém que o acompanha com olhos de cientista: o sociólogo italiano Massimo di Felice. Doutor em Ciências da Comunicação, especialista em mídias digitais, ele leciona Teoria da Opinião Pública na Escola de Comunicação de Artes da USP. Acredita que a humanidade vivencie neste momento algo tão grandioso quanto o surgimento da prensa de Gutenberg no século XV: é o tempo em que a web vai levar ao desaparecimento do tipo de política e de político que existem hoje.

Para afirmar isso ele não leva em conta apenas a tecnologia em si, gelada em seus inesgotáveis twitters, orkuts e facebooks. Seu objeto de análise é a nova realidade que está nascendo daí, vertiginosa e quase silenciosamente. "A internet e as redes sociais online estão criando uma nova democracia e uma nova opinião pública." O que é particularmente interessante em temporadas como esta, de caça à tal opinião pública empreendida pelos institutos de pesquisa que tentam medir os humores e os pendores eleitorais dos brasileiros.

Mas alto lá com os antigos conceitos, previne Di Felice. "Essa opinião pública que está surgindo não quer ser chamada a opinar apenas de quatro em quatro anos. Ela participa, colabora, difunde ideias para mudar seu território cotidianamente. É cidadã 365 dias por ano. Está fazendo acontecer o que os políticos só prometem." O efeito imediato disso - para as eleições presidenciais de outubro - será mínimo, ele reconhece, dada a predominância, ainda, da opinião pública televisiva no País. Mas no futuro será algo decisivo.

Na entrevista a seguir, Di Felice empreende um passeio pela história e o desenvolvimento da opinião pública e, otimista, explica aonde, agora cada vez menos analógica, ela pode nos levar.

O que é opinião pública?

É um conceito que nasceu com a substituição da sociedade feudal pela sociedade a contrato social. Nasceu com a destruição do modelo baseado no rei que era rei por ter sido colocado no trono por Deus (e, por isso, emanava leis inquestionáveis) e com o surgimento dos primeiros mercadores que deram origem à burguesia. Foi uma passagem econômica, social, cultural e política. A sociedade que nasce daí não é mais assentada em valores divinos, "justos", e sim em códigos racionais, que tem mais a ver com a necessidade de organizar as coisas ao gosto da nova classe que ascende ao poder e vai fazer leis para defender seus interesses. Serão, portanto, leis "injustas". Mas, como elas podem ser questionadas, afinal não vieram do poder divino do rei, haverá a necessidade de lutar para mudar tais leis. Nessa imperfeição está uma das características da sociedade a contrato social, que cria pela primeira vez a separação clara entre sociedade civil e Estado.

Então a opinião pública é filha da democracia moderna?

Ela é o alicerce da democracia moderna. Não é apenas a expressão dela, um instrumento a mais. Não há democracia sem conflito, sem opinião. E o que resulta dessa passagem do feudalismo para o mercantilismo burguês é uma sociedade dada ao conflito, a tal sociedade civil - um conjunto de indivíduos, grupos, etc., que se reúnem contra o Estado. Então, é nessa imperfeição que se desenvolve o conceito de opinião pública, não só como lugar de divulgação, mas de elaboração contínua de ideias. É fácil compreender o porquê disso. Com seu dinamismo econômico, a sociedade a contrato social necessita de transformações constantes de valores. Isso muda completamente o comportamento das pessoas, elas passam a valorizar as mudanças, o progresso, contra a estagnação pré-definida por seu nascimento, como ocorria no modelo feudal.

Esse conceito de opinião pública se mantém até hoje?

Ao longo da história ele foi contestado por uma porção de teorias, principalmente depois do surgimento da mídia de massa e do uso que o nazismo, o fascismo e regimes autoritários em geral fizeram dela. Isso levou muitos autores a pensar que a opinião pública era só um doutrinamento da população. Ela teria tão somente a opinião que o status quo quisesse que ela tivesse e manipulava para conseguir. Para esses autores, opinião pública é alienação. Por aí caminhou Adorno (Theodor Adorno, filósofo alemão), chegando a Bourdieu (Pierre Bourdieu, sociólogo francês), para quem a opinião pública simplesmente não existe. Ele dizia isso, na verdade, como provocação. Na França da época, anos 60/70, ele queria questionar o uso demagógico que se fazia das pesquisas de opinião. Todas as ações dos entes públicos e privados eram justificadas por pesquisas de opinião. E Bourdieu vem dizer que essas pesquisas não davam necessariamente a opinião das pessoas, davam a opinião que as pessoas tinham formado a partir do doutrinamento. Portanto, a opinião pública não existia.

E nos dias de hoje, ela existe?

Existe, mas de um jeito totalmente diferente. Na minha avaliação, a opinião pública muda de caráter de acordo com a tecnologia informativa de uma época. No tempo da oralidade, tínhamos os filósofos, os sofistas. Com Gutenberg e a sua máquina de reproduzir grande quantidade de páginas, surge a opinião pública dos tempos modernos, mais ampla, instigada a debater pelo acesso mais fácil ao conhecimento. Depois, a mídia de massa - jornais, rádios e TV - dá origem às democracias nacionais, à esfera pública do tamanho de uma nação. Afinal, a mídia de massa consegue atingir toda a população ao mesmo tempo. Aí chegamos aos tempos atuais, à internet. E a coisa vira de cabeça para baixo. A internet cria uma arquitetura informativa absolutamente distinta das anteriores e, mais do que isso, cria um novo tipo de democracia e um novo tipo de opinião pública.

Pode explicar melhor?

Com a internet, passamos da democracia opinativa para a democracia colaborativa, na qual todo cidadão é chamado não a mudar o mundo, a fazer revolução, nada disso. Ele é chamado a ter um impacto na sua realidade próxima. Se olharmos para o teatro grego, os livros, os jornais, o rádio e a TV notamos que o modo de transmitir as informações se manteve constante. O ator de teatro fala, o público ouve em silêncio; no final aplaude ou vaia, ou seja, opina. Na TV é a mesma coisa. Quando assistimos a um debate eleitoral os candidatos falam e nós acompanhamos tudo passivamente e depois vamos votar - opinar - sobre propostas e programas de cuja elaboração não participamos. É a democracia baseada na opinião. O cidadão é cidadão na medida em que ele opina de quatro em quatro anos. A internet inaugura um tipo de democracia qualitativamente diferente.

Como ela funciona?

Primeiro, a comunicação em rede é uma tecnologia que pela primeira vez disponibiliza não só o acesso a todas as informações como também possibilita que cada indivíduo crie conteúdo e poste esse conteúdo com o mesmo poder comunicativo dos outros meios. Tecnologicamente, um blog tem o mesmo poder comunicativo que a CNN. Isso está educando o cidadão não apenas a opinar, mas a criar debate e a discutir ideias que se espalham velozmente pelo mundo. São as chamadas redes sociais, redes de cidadãos que se reúnem por terem determinadas afinidades e passam a trabalhar online para transformar a sociedade pela proposição, discussão e implementação de ideias. Primeiro no seu território, sua rua, seu bairro, sua cidade, depois no país e mundo. Chamamos isso de net-ativismo. Não se trata de uma questão ideológica, de fazer a revolução com a ajuda da internet. Não é isso.

E que tipo de opinião pública está sendo gestada nessa era de net-ativismo?

Uma opinião pública que não quer ser só opinativa. Não quer só opinar com base numa pauta estabelecida pela mídia e pelos políticos. A rede está criando, de fato, uma nova realidade em que as pessoas se afastam cada vez mais da política partidária, do debate político profissional, porque acham que isso não resolve nada. Meus alunos têm total desinteresse pelas questões políticas tradicionais, mas de maneira alguma podem ser chamados de alienados, porque estão em redes sociais, integram grupos que trabalham com reciclagem de lixo, inclusão digital, acesso à informação. Estão tentando modificar o seu território 365 dias por ano. Eles são cidadãos o ano inteiro, não só a cada quatro anos. Para esse pessoal o voto é a última coisa na qual eles estão pensando. A lógica da web não é piramidal, não prevê um líder. A palavra-chave é colaboração. Assim, se há alguém que eles enxergam como representante, é necessariamente alguém que esteja nessas redes sociais desde sempre, discutindo, propondo, ajudando a levantar verbas para projetos. O que eu estou tentando dizer é que a política analógica é obsoleta, porque unidirecional. Podemos chamar isso de fascismo se adotarmos a etimologia grega da palavra "fascio", que significa seta, algo que aponta, direciona. Estamos no caminho contrário. Pode levar 10, 20 anos, mas estamos indo claramente na direção de uma democracia totalmente colaborativa.

Essa nova ordem já deve influenciar as eleições deste ano?

Provavelmente não. Mas estou certo de que, nesta campanha presidencial, teremos surpresas vindas do mundo digital. A web será um lugar de desmascaramento. Esse movimento é maior do que imaginamos no Brasil. Um sinal claro disso é que já há no País mais gente usando a internet para acessar redes sociais do que para ver pornografia. Temos um curso de pós-graduação muito procurado por pessoas que vão trabalhar com marketing político. Os alunos perguntar a mesma coisa: "Como eu uso o Twitter para ajudar meu candidato a vencer a eleição?" Eu digo: "Você não pode. Se entrar com essa intenção a mesa vira sobre você".

Por quê?

Imagina só isso: o político utilizando a web como utiliza a TV - para mentir, basicamente. Essa é muito boa (risos). Na rede, uma mentira dura dois minutos. E, uma vez descoberta, centenas de pessoas vão ter o prazer de denunciá-la. Isso aconteceu com o Lula. Um dia ele resolveu que queria ser Barack Obama e fez um blog. Só que não permitiu comentários. Poos alguém duplicou o blog dele num espaço aberto para comentários. Uma lição de que não dá para se aproveitar da internet dessa maneira. Uma vez dentro da rede ele terá de se submeter às regras dela, que não têm nada a ver com as regras da TV. O problema é que os políticos, seus estrategistas e marqueteiros querem transferir o passado para o novo. Eles não têm a menor noção dessa nova democracia, dessa nova opinião pública que está nascendo. Querem entrar num contexto no qual o político é visto com maus olhos. A imagem dele é negativa, porque tradicionalmente ele representa o contrário do que se faz ali. Ele tem uma proposta pronta e, através da sedução, busca obter consenso da maioria da opinião pública para se eleger. A comunicação parte dele e volta para ele. A internet permite outro modelo: que ele apresente sua proposta, que vai ser continuamente debatida, modificada e aprimorada - e daí vai nascer o consenso.

Quer dizer que no futuro os candidatos a representantes do povo podem surgir das redes sociais da internet?

E é provável que eles sejam completos desconhecidos para quem estiver fora dessas redes. A função do político tradicional tende a desaparecer. Não vai ter mais aquela coisa de ele prometer fazer, porque a nova opinião pública formada por essas pessoas conectadas em redes sociais já está fazendo sem ele.

Mas qual o peso real dessa nova opinião pública em termos eleitorais no Brasil?

Por enquanto, pequeno. A opinião pública cobiçada pelos políticos é a televisiva. Aquela suscetível à propaganda e ao marketing político. O cenário está mudando rapidamente, mas quem vence eleição ainda são os marqueteiros. A TV tem regras precisas que são dominadas com perfeição por eles. Quanto mais o político se submete ao marqueteiro, maior a sua chance de vitória. Então, dizer que a Dilma não tem experiência em cargos executivos, por exemplo, pesa pouco para essa opinião pública televisiva. Já ela fazer plástica ou, do lado de lá, fotografar o Serra em pose de Obama, com a mão segurando o rosto, pedir para ele sorrir mais em público, isso sim tem impacto na opinião pública televisiva. O fato é que nem Serra nem Dilma são capazes de conquistá-la sozinhos. Ambos dependem dos seus marqueteiros.

Pesquisa eleitoral que ouve 3 mil pessoas capta o que pensa a opinião pública?

No contexto atual de política do espetáculo, política que associa aos conteúdos as imagens televisivas, deve-se reduzir a importância normalmente atribuída às pesquisas de intenção de voto. Uma vez que a política deixa de ser doutrina ideológica para se assumir como arte dramatúrgica, a disputa eleitoral se torna algo muito próximo de um reality show. E aí o que vale é o excesso e a surpresa, a presença midiática, o ataque ao adversário, a construção de uma imagem que se pretende vencedora.

As enquetes mostram que 60% dos eleitores não sabem dizer espontaneamente o nome de um pré-candidato à Presidência da República. O que isso significa?

Significa o afastamento da política do público. Não do público da política. A política partidária, feita por lobbies preocupados apenas em se manter no poder, não interessa, cansou. E não é por motivos ideológicos, já que no fundo as diferenças entre políticos e partidos são muito pequenas. É porque a humanidade se deu conta de que a classe política é um grande câncer, no mundo inteiro. A política tradicional é feita pelas pessoas menos qualificadas - reservadas as devidas exceções, obviamente. Só que do outro lado, na rede, há cidadãos ativos, conscientes, exercendo sua cidadania diariamente, que não entram nesse jogo antigo. Isso explica as altíssimas taxas de abstenção nas eleições na Europa, que beiram 50%. A população está cansada e, por meio da internet e das redes sociais, quer reformular isso. Me parece que temos agora a alienação dos políticos em relação a essa nova opinião pública, à política real, nas quais a sociedade cada vez mais organizada na web está construindo uma realidade melhor, independentemente das disputas eleitorais.

A opinião pública brasileira topa uma presidenta mulher?

Não. A sociedade brasileira é profundamente machista. Aceita no máximo uma mulher no comando do governo municipal. Mas para chefiar a nação acha que é demais. Já na nova opinião pública que está se fortalecendo na internet as regras são outras. A imagem, o gênero, são coisas que não têm a menor importância. O que faz a diferença é a participação ativa, as ideias postas em discussão, a disposição para o debate contínuo. E o melhor desse modelo é que pela primeira vez está se dando voz, de fato, aos excluídos, à massa das periferias. Estamos diante de algo tão grande quanto a prensa de Gutenberg.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,cidadaos-365-dias-por-ano,542532,0.htm

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  1. Belo artigo Fabiano!

    O Blog Política de Itaguaí, é um exemplo de que na rede não tem como maquiar uma informação, pois assim que se tem uma notícia, logo se tem os questionamentos através dos debates.

    Mas infelizmente algumas pessoas já tem opiniões formadas, sejam elas certas ou não, mas é a opinião de cada um, e se deve respeita-las.

    E uma boa parte da população não tem um interesse real por questões políticas, não por falta de instrução, por falta de interesse mesmo; a maioria dos brasileiros sabe dizer quem está classificado para as oitavas de final de qualquer campeonato de futebol, sabe dizer até com quem tal ator esta traindo tal atriz, mas infelizmente, a maioria dos brasileiros não sabem quem são os candidatos para as próximas eleições, e muito menos conhecem as suas propostas.

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  2. Muito bom o artigo, é o exemplo do papel que o Blog Política de Itaguaí vem desempenhando, da troca de idéias, opiniões, informações e as pessoas interagindo neste espaço, pena que no final do artigo, foi dada uma derrapada para a questão presidencial, opinião infeliz, as mulheres possuem a mesma condição que os homens para dirigir um País.

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  3. Danilo Cabral de Aguiarsábado, 24 abril, 2010

    Não sei se isso que vou dizer vai ou não influênciar no debate sobre a questão? Acredito que nos últimos 50 anos, a mídia brasileira se afunilou, ou seja, diminuirão os periódicos impresos e até audiovisuais. Em parte, por causa da ditadura, em parte por causa da nova geração subsequente que não herdou o mesmo grau de "cultura da anterior".

    TUDO BEM QUE A INTERNET MIGROU PARTE DOS LEITORES, PORÉM, A DECADÊNCIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO VEM DESDE OS ANOS 80, ANTES DA ASCENÇÃO DA INTENET!

    Ocorre, que a qualidade da informação caiu por causa da qualidade dos leitores! E não ao contrário. Será que hoje, o Pasquim venderia na banca? Exemplo real é o JB que tem rasoável qualidade e não é atrativo ao público, simplesmente por que hoje o público quer ler sobre futebol, fofoca de artistas, desgraças de qualquer tipo e foto de mulher pelada no Jornal!

    No passado, a qualidade do leitor permitia ao jornal dedicar grandes espaços para política, literatura, artes, curiosidades, entrevistas e outros gêneros que hoje não agrada ao leitor.

    A opinião pública hoje nada mais é do que o que pensa uma meia-dúzia que está no poder, na redação do "grande jornal" ou na "grande mídia"! Infeliz mais é real!

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  4. Não acredito nessa tal "sociedade profundamente machista", o eleitor ao longo dos tempos tem dado chance sim, para as mulheres, elas é que não tem aproveitado. vou citar alguns exemplos: Luiza Erundina, Marta Suplicy, Yeda Crusius, Núbia Cozzolino, Benedita da Silva...

    Mulheres que pelo tempo que tem na política já poderiam ter se destacado ao ponto de ser candidatas a Presidência da República, e com grandes chances de ganhar, mas não, só se destacaram com escândalos.

    Homens e mulheres na política são só: políticos.

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  5. 60 senadoras e deputadas da América Latina e Caribe participam do encontro
    “É necessária a prestação de contas às mulheres para que elas mesmas possam encontrar respostas da parte de quem ocupa cargos de decisão tanto nacionais como internacionais”, considerou Inés Alberdi, diretora executiva do UNIFEM. “Necessitamos de uma prestação de contas na perspectiva de gênero para garantir que as políticas relacionadas aos direitos das mulheres não sejam uma retórica vazia. Prestação de contas na política, na justiça, no cumprimento dos serviços públicos devidos ou nos mercados. Prestação de contas para as mulheres dos compromisos internacionais e nacionais”.

    Mulheres: avanços na política
    Nas últimas décadas, as conquistas em direitos e equidade no âmbito do gênero refletiram na representação política e, particularmente, nos parlamentos. Houve um importante avanço na proporção de mulheres deputadas. Atualmente, a média regional está em 20.7%. Os países com maior representação de mulheres são Cuba (49.2%), Argentina (40%) e Costa Rica (36.8%), enquanto a representação mais baixa é observada na Colômbia (8.4%), Brasil (9%) e Guatemala (12%). Entre as senadoras, o avanço é mais lento. Os dados de 2009, em comparação com 2001, mostram somente um país com retrocesso (Senado no Paraguai: 18% em 2001 e 16% em 2009) e um lento avanço em geral.

    Apesar disso, quatro mulheres chegaram às presidências da República através das urnas: a nicaraguense Violeta Barrios de Chamorro (1990); a panamenha Mireya Elisa Moscoso (1999); a presidenta do Chile, Michelle Bachelet (2005); e Cristina Fernández de Kirchner, na Argentina (2007). A integração em gabinetes ministeriais é outro ponto a destacar. Enquanto na década de 90 apenas se alcançava 9%, dez anos depois a porcentagem de mulheres ministras triplicou chegando a 24%. Os dados para 2009 indicam uma redução para 21.6%. Uma mudança significativa a ser levada em conta é que cada vez mais mulheres ocupam pastas tradicionalmente reservadas aos homems, como as de Interior, Defesa, Economia, Produção, Indústria, Ciência e Tecnologia, entre outras.

    Feira de Conhecimento
    Paralelamente ao encontro, acontece uma Feira de Conhecimento, em que parlamentares, mecanismos nacionais da mulher e movimentos de mulheres possam expor e trocar estratégias parlamentares.

    Para mais informação, por favor, contatar:

    Em Madri: virginia.castrejana@aecid.es
    Jose Bodas, p.bodas@arrakis.es

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  6. Raizes não devemos esquecer da Evita Peron que foi um simbolo muito maior que vários presidentes na Argentina, prá mim este colunista do Estadão é Serra camuflado ou escancarado, é aí que eu falo que a imprensa seja em qual nível for sempre tem o seu lado.

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  7. Eu também concordo Vereador, imprensa tem o seu lado; mas não o lado ideológico, ela tem o lado "patrocinador".

    Nós temos exemplos bem próximo, de como a imprensa muda de lado.E COMO MUDA!!!rs

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  8. No Palácio do Planalto, estavam juntos, em reunião de alta cúpula, FHC, José Serra e J Arruda.
    Chega apressado e nervoso um mensageiro, e diz:
    - Senhor Presidente da República! É urgente e muito importante! Acabaram de enviar um e-mail com esta mensagem codificada, e me ordenaram que viesse entregá-la imediatamente para o conhecimento de Vossa Excelência!
    E entrega uma folha, com o carimbo CONFIDENCIAL e outro URGENTE , onde esta escrito apenas uma curta mensagem:
    O63FBI
    FHC olha e diz que não entende nada. Então, passa a folha para José Serra, que também olha e não entende nada. Este passa o papel para Arruda, que diz:
    - Também não entendo nada. Parece uma mensagem codificada, mas disseram que é importante...
    Senhor Presidente, sugiro enviá-la imediatamente para os técnicos da Agência Brasileira de Informações (ABIN) decifrarem...
    Nisto o mensageiro, um mineiro muito humilde e tímido diz, assim meio envergonhado:
    - Eu sei o que isto quer dizer....
    E, então, FHC, surpreso, falou:
    - Mas como você sabe? Esta é uma mensagem muito complexa e enigmática, é coisa de gente da área de Informações, do pessoal da espionagem...
    E o mineirinho, muito inseguro, mas matreiro, disse:
    - 063FBI quer dizer Oceis Treis Fuderam o Brasil Inteiro.

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  9. Voltei,

    Achei muito bom esse artigo também.
    Considero importante o que ele fala sobre a influência da internet no processo eleitoral.

    Espero de coração, que o Blog possa contribuir de alguma forma com alguma mudança parea melhor quanto a politização dos cidadãos da cidade. Como sempre digo, é tudo que posso fazer por esta cidade que me acolheu.

    A questão do Blog Política de Itaguaí ser de um grupo que não apóia e nem defende neste espaço algum político local, não ter interesse em lançar candidatos e nem ganhar algum dinheiro com esse trabalho pois não precisam disso para chegar a algum lugar, mostra que o Blog Política de Itaguaí pode se tornar uma referência em politização e fonte de informação (sem boatos).

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  10. Concordo com o Márcio Pinto quando considera infeliz a informação de que o Brasil ainda não está preparado para ter uma presidenta.

    Teremos sim!!!! Será a Dilma Rousseff!!!!!!!!!!!!

    O PSDB se garante no fato dos escândalos que o PT se envolveu, como garantia de que a Dilma perderá. Só que o PSDB, PPS, DEM e demais de sua aliança também se envolveram em coisas terríveis e na hora de escolher, mais uma vez o povo vai com o menos pior... e nesse caso será a Dilma.

    Capacidade de administrar ela tem. Não sei como seria agindo politicamente pois ela é meio dura com os incompetentes.

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  11. RIO DE JANEIRO (Reuters) - A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta segunda-feira a abertura de capital da Infraero, empresa estatal que administra os aeroportos, para viabilizar novos investimentos no setor.

    Segundo ela, a estrutura atual da Infraero é muito frágil.

    "Há uma decisão nossa de abrir o capital da Infraero. A Infraero tem fases. A primeira fase é abrir o capital. Isso significa mudar a gestão da Infraero", disse Dilma durante seminário no Rio de Janeiro.

    Ainda como ministra da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, encomendaram ao BNDES um estudo sobre como deveria ser feita esta abertura de capital da autarquia.

    Dilma declarou que é preciso ter cuidado na modelagem na abertura de capital da Infraero para que erros cometidos no passado na concessão de ferrovias à iniciativa privada não se repitam com os aeroportos.

    "Houve um processo de privatização de ferrovias no Brasil, mas o marco regulatório criado não foi maduro. Você tem uma série de dificuldades, o que inibe investimentos. É preciso ter um bom marco regulatório para ferrovias e o setor aeroportuário", disse.

    Segundo ela, a abertura de capital seria muita benéfica para o futuro da Infraero.

    "Seria abrir em bolsa, mudar a governança e necessariamente fazer um processo de capitalização com uma parte da União e a outra parte com soluções de mercado", afirmou.

    ResponderExcluir
  12. O que o Governo Lula tem de melhor é: imitar o Governo FHC.Até que enfim acordaram para o caso da INFRAERO.

    Privatização Já!


    NÓS PODEMOS MAIS!!!

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  13. O que o Governo Lula tem de melhor é: imitar o Governo FHC.Até que enfim acordaram para o caso da INFRAERO.

    Privatização Já!


    NÓS PODEMOS MAIS!!!

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  14. Neuci,

    Não é bem assim!!!!!!!!

    O FHC Privatizou (vendeu) diversas empresas do Governo.

    Nesse caso da INFRAERO, o que a Dilma falou foi de abrir capital, que não necessariamente é vender. Mais de 50% das ações ficam nas mãos do Governo. Exemplo disso é a Petrobrás, que realmente foi o FHC quem abriu o capital.

    Mas vale lembrar que o FHC na verdade queria era vender a Petrobrás, tanto que até tentou mudar o nome para algo tipo Petrobrax, que facilitaria o desprendimento da empresa com o Brasil e ajudaria na venda.

    Só que o povo, a mídia, os políticos em geral, não permitiram.

    Mas o FHC ficou quieto pois o PSDB já tinha faturado bastante com a venda da Vale do Rio Doce, estradas e outras cossitas do povo brasileiro.

    PSDB e PT: um sujo falando do mal lavado!!!!!!

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  15. SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o prêmio "Campeão Mundial na Luta contra a Fome" do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, informou a entidade nesta sexta-feira.

    A premiação será realizada em Brasília na segunda-feira e será entregue pela diretora executiva da agência da Organização das Nações Unidas, Josette Sheeran, anunciou o órgão em seu site na Internet.

    Ela iniciará visita de dois dias ao Brasil no domingo e deverá visitar projetos do programa Fome Zero em cidades próximas a Brasília para avaliar o impacto da iniciativa.

    Segundo a PMA, "o prêmio destaca a importância da parceria com o Brasil em momentos como o terremoto no Haiti... e o reconhecimento dos esforços do governo do país no cumprimento das Metas do Milênio".

    Na semana passada, a revista norte-americana "Time" elegeu Lula como um dos 25 líderes mais influentes do mundo.

    (Por Hugo Bachega)

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