Sessão Extraordinária da Câmara de Vereadores de Itaguaí - 28/12/2010 - Conforme Jornal Atual

Jornal Atual , 30 de dezembro de 2010. Veto polêmico Vereadores derrubam veto do prefeito ao maior repasse de recursos para o Legislativo ...

Jornal Atual, 30 de dezembro de 2010.
Veto polêmico

Vereadores derrubam veto do prefeito ao maior repasse de recursos para o Legislativo


A última sessão extraordinária do ano da Câmara Municipal de Itaguaí, realizada na terça-feira (28) foi marcada pela discussão entre os vereadores sobre a derrubada do veto do prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho, ao projeto que limitava o repasse de recursos para o Legislativo. Por 5 votos a 4 os parlamentares derrubaram a proposta governista.

O veto do prefeito Charlinho foi acompanhado pelo relator da matéria vereador Robertinho, e os também pelos vereadores Silas Cabral, Jorginho Charlinho e Márcio Pinto. Em posição contrária se manifestaram os vereadores Nisan César, Abelardinho, Toni Coelho, Beto da Reta e Carlos Kifer.

O primeiro a defender o veto foi o vereador Silas Cabral, alegando que não se justificava a Câmara receber R$ 4 milhões quando não havia tempo e necessidade para gastar. “Perdemos todas as regalias para evitar que o bom funcionamento da Câmara não parasse”, defendeu Silas Cabral.

O vereador Nisan César explicou que os R$ 4 milhões constituiriam apenas uma questão contábil. Segundo ele, o que prevalecia mesmo era a vontade da Câmara Municipal, de fazer com que as leis sejam respeitadas. “Como pode um governo que modificou a história de Itaguaí, que fez mais 250 km de asfalto, derrubou e construiu praticamente todas as escolas e tem 91% de aprovação, não conseguir conversar com o Legislativo?”, questionou.

Nisan ressaltou ainda que o Poder Executivo precisa rapidamente abrir um canal de conversa com o Legislativo. “O que nós queremos não são os R$ 4 milhões, e sim, que a lei seja cumprida e que a prefeitura entenda que essa não é a melhor maneira de se tratar a Câmara de Vereadores”, argumentou.

O vereador Carlos Kifer comparou a atual gestão com a monarquia, em que o Legislativo era indicado e quem mandava era o imperador. “Se a Constituição fala da independência dos poderes, por que não respeitar a independência dos poderes? Então, o Orçamento vai entrar em vigência em janeiro do ano que vem com o artigo revogado com o percentual de 8%”, defendeu Carlos Kifer.

O presidente da Câmara Vicente Rocha disse ao ATUAL que preocupação da Casa não era com os R$ 4 milhões. “Estou preocupado com a constitucionalidade da matéria, senão depois responderei por improbidade por ter aceitado lei inconstitucional”, concluiu Vicente Rocha.

Notícias Relacionadas

Sessões da Câmara 2614010818849150864

Postar um comentário

  1. Os nossos vereadores foram capazes de marcar uma sessão extraordinária, fazer "corum", adivinhem para quê, garantir recursos para eles próprios! Mas alguém lá se lembrou em pautar a questão do salário dos contratados? Essa é a prova da má indole dos nossos vereadores, essa era a hora deles "peitarem" o prefeito de verdade, votando o aumento de todos os funcionários da educação! Nesse teste, os nossos vereadores provaram o que são, hipócritas, narcisistas...e em muitos casos, analfabetos funcionais!

    ResponderExcluir
  2. ´´Farinha pouca, pirão Deles primeiro !´´

    Este mundo pós-moderno se caracteriza por um estilo de vida hedonista aonde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que isso signifique atropelar conceitos e pessoas. Infelizmente as relações neste inicio de século XXI se fundamentam em trocas e barganhas onde o mais importante é descobrir o que eu posso ganhar e lucrar.

    Em nosso país, é muito comum, ouvirmos dos lábios daqueles que nos relacionamos o que é que se pode ganhar com aquele tipo de atitude ou comportamento.

    Diante deste triste relato sou obrigado a lhe perguntar: Será que os fins justificam os meios? Será que devemos dar um “jeitinho” em tudo para atingirmos os nossos objetivos? Será que sempre tenho que ganhar alguma coisa? Ora, claro que não. Entretanto, essa sociedade encontra-se tão adoecida, que práticas como esta, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que para isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.

    ResponderExcluir
  3. Faz sentido faltando dois dias para terminar o ano querer RS 4.000.000,00 de reais, para a Câmara de vereadores? Estamos vivendo no mundo surreal, nem tudo que reluz é ouro.
    Na sessão do meio do ano o Toni Coelho tinha sete votos para presidente, abriu mão para o Vicente quanta generosidade.

    ResponderExcluir

emo-but-icon

Curta nossa Página

Semana

Recentes

Comentários

Visualizações do Blog

Twitter

Anuncie Aqui

Anuncie Aqui
item