Sessão da Câmara de Vereadores de Itaguaí - 22/02/2011 - Conforme Jornal Atual

Jornal Atual , 24 de fevereiro de 2011. A polêmica não é o reajuste A exemplo do que ocorreu recentemente em Brasília, onde a presidente D...

Jornal Atual, 24 de fevereiro de 2011.
A polêmica não é o reajuste

A exemplo do que ocorreu recentemente em Brasília, onde a presidente Dilma Rousseff precisou enfrentar a fúria da oposição, contrária à definição do valor do Salário Mínimo por força de decreto presidencial, o prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Junior causou alvoroço na Câmara Municipal de Itaguaí ao fazer tramitar na casa proposta que lhe autoriza a decidir de próprio punho o destino do reajuste salarial de servidores efetivos, contratados e até cooperativados.

A intenção do prefeito foi bombardeada principalmente pelos vereadores Carlos Kifer, Nisan Cesar e Toni Coelho. Na sessão de terça-feira (22), Kifer e Toni Coelho aproveitaram para condenar a posição de jornais da cidade, que aproveitaram a ocorrência para a associar os nomes de oposição a uma atitude contrária a um eventual reajuste salarial. A polêmica chegou a induzir a equívoco a reportagem do ATUAL, que referiu-se a uma votação que, segundo os vereadores, na verdade não aconteceu. Os vereadores, aliás, sequer chegaram a discutir reajuste, defendendo que é inconstitucional a decisão de transferir para o Executivo a decisão sobre aumento de salário.

O vereador Nisan Cesar disse ao ATUAL que a Constituição Federal consagra exclusivamente ao Poder Legislativo a autonomia para decidir sobre reajustes ou reposições salariais. O parlamentar acrescenta, inclusive, que qualquer decisão tomada pelo Executivo nesse sentido seria passível de contestação posterior, sujeitando, inclusive, os servidores a se verem obrigados a devolver aos cofres públicos salários que, neste caso, seriam considerados pagos irregularmente. Nisan diz ainda que até mesmo a variedade de regimes jurídicos a que estão sujeitos os que trabalham para o município desaconselha totalmente uma decisão por parte do Executivo. “Ninguém aqui está contra a reajuste para os servidores. Só queremos que a coisa seja feita da maneira correta”, arrematou Nisan.

Renato Reis

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  1. Vem cá! Nós precisamos mesmo desses caras ?

    Por que há momentos na vida municipal em que parece que é sempre o pior de nós que nos representa? Será que tem mesmo de ser assim? Uma desclassificada classe política a fazer todos os cidadãos eleitores de palhaços? E todos achando que não tem saída, como se o título primeiro dos princípios fundamentais da Constituição Federal fosse letra morta! Art. 1º, parágrafo único: todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

    Se os nossos representantes estão abaixo do nível mínimo de compostura tolerável em qualquer outro campo da expressão da cultura municipal, o que nos impede de nos unir e partir para a ação política direta? Se estão a dar este trágico espetáculo de desfaçatez e cinismo, batendo boca na Câmara municipal, mutuamente se acusando das piores torpezas, é sinal que os homens de bem, os melhores de nós, estão omissos!
    E fica o dito pelo não dito. Como se do outro lado da mídia, não houvesse a menor possibilidade de reação por parte de um cidadão eleitor cada vez mais indignado e inerte diante de tantas baixarias.

    apostam todos na miséria de nossa cultura política, na nossa falta de memória, e que o baixo nível de nossa representação parlamentar é devido a nosso déficit de cidadania, a nossa carência de auto-estima, covardia e falta de responsabilidade e de iniciativa políticas. Pois não precisamos mais ser representados por este tipo de gente.

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