FIRJAN: Itaguaí está entre as 25 cidades com melhor gestão fiscal do país (avaliado em 2011)

IFGF: três cidades da Baixada estão entre as 500 com melhor gestão fiscal do país Em sua 2ª edição, Índice Firjan de Gestão...



IFGF: três cidades da Baixada estão entre as 500 com melhor gestão fiscal do país



Em sua 2ª edição, Índice Firjan de Gestão Fiscal revela que Itaguaí e Mesquita tiveram conceito A. O desempenho de Caxias e Nova Iguaçu piorou



Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2013



A maioria das cidades brasileiras não administra seus recursos de forma satisfatória. É o caso de 3.418 municípios, 66,2% do país, que foram avaliados em situação fiscal difícil ou crítica. Apenas 84 municípios do Brasil (1,6%) apresentam alto grau de eficiência na gestão fiscal. A região Sul sustenta o melhor desempenho, com 47,8% de seus municípios entre as 500 melhores gestões brasileiras, enquanto 72,2% dos 500 piores resultados pertencem ao Nordeste. Os dados são do IFGF 2013 (Índice Firjan de Gestão Fiscal), estudo desenvolvido pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) para avaliar a qualidade de gestão fiscal dos municípios brasileiros. Foram analisadas 5.164 cidades do país, onde vive 96% da população. 



No caso do estado do Rio de Janeiro, o IFGF analisou a situação fiscal de 89 dos 92 municípios do estado, onde vive 99% da população fluminense. Os dados apontam que 42 municípios (47%) apresentam gestão fiscal excelente ou boa, enquanto 47 cidades (53%) foram avaliadas em situação fiscal difícil ou crítica. Entre os 500 melhores desempenhos do país, 18 cidades são do Rio, o que representa 20,2% do estado. Dessas 18 cidades, três são da Baixada Fluminense: Itaguaí, Mesquita e Nilópolis.



Na Baixada Fluminense, o destaque é Itaguaí, o segundo município no ranking do estado do Rio. Nessa região, apenas essa cidade e Mesquita obtiveram conceito A, de excelência em gestão fiscal. Itaguaí apresentou nota máxima no IFGF Receita Própria, além de conceito A no IFGF investimentos e no IFGF Custo da Dívida. Isso indica que a cidade gerou mais de 50% de suas receitas, manteve altos níveis de investimentos e comprometeu muito pouco do seu orçamento com o pagamento de juros e amortizações. Mesquita, a 3º no ranking estadual, mostrou que é possível obter excelentes resultados no IFGF a despeito da baixa geração de receitas próprias: o município obteve conceito A nas quatro outras vertentes do IFGF, inclusive mantendo a nota máxima no IFGF Investimentos. No 3º lugar, Nilópolis se destacou pelo expressivo avanço na comparação com 2010 (+21,2%), impulsionado pela melhor administração dos restos a pagar: o IFGF Liquidez saltou de 0,0769 para 0,8378.



Com periodicidade anual, o IFGF traz dados de 2011 e comparativos com os anos de 2006 a 2010. O estudo é elaborado exclusivamente com estatísticas oficiais, a partir de dados declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional, responsável por consolidar informações sobre as contas públicas municipais. O índice varia entre 0 e 1, quanto maior a pontuação, melhor é a gestão fiscal do município. Cada município é classificado com conceitos A (Gestão de Excelência, acima de 0,8001 ponto), B (Boa Gestão, entre 0,6001 e 0,8), C (Gestão em Dificuldade, entre 0,4001 e 0,6) ou D (Gestão Crítica, inferiores a 0,4 ponto).  



O índice é composto por cinco indicadores: IFGF Receita Própria, que mede a capacidade de arrecadação de cada município e sua dependência das transferências de recursos dos governos estadual e federal; IFGF Gasto com Pessoal, que representa o gasto dos municípios com quadro de servidores, avaliando o grau de rigidez do orçamento para execução das políticas públicas; IFGF Liquidez, responsável por verificar a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para pagá-los no exercício seguinte; IFGF Investimentos, que acompanha o total de investimentos em relação à receita líquida, e, por último, o IFGF Custo da Dívida, que avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores.



Nova Iguaçu e Duque de Caxias, as maiores cidades da Baixada, enfrentaram dificuldades na gestão fiscal. Ambas pioraram seu desempenho, e obtiveram conceito C no IFGF. Caxias apresentou forte redução no IFGF Liquidez, o que indica piora na administração de restos a pagar. Nova Iguaçu caiu fortemente no IFGF Liquidez e ficou com zero no IFGF Custo da Dívida, o que indica que a prefeitura comprometeu mais de 13% de seu orçamento com o pagamento de juros e amortizações em 2011.



Entre os quatro municípios com pior resultado na região – Magé, Guapimirim, Paracambi e Nova Iguaçu ­­–, o baixo nível de investimentos foi a característica comum: todos apresentaram conceito D nesse quesito.



A capital fluminense subiu da 9ª para a 4ª posição no ranking das capitais, com avanço de 11,8% na média geral em comparação ao levantamento de 2010. O IFGF Investimentos da capital cresceu 63% e conquistou nota máxima (1 ponto), sendo responsável pela melhora da colocação da cidade.



Na média do IFGF, o país apresenta situação fiscal difícil, com 0,5295 pontos, discreto crescimento de 0,3% em comparação com 2010. Dos 3.418 municípios que ficaram abaixo de 0,6 pontos, 2.328 (45,1%) foram avaliados em situação fiscal difícil, e 1.090 (21,1%) em crítica. A gestão boa foi verificada em 1.662 cidades (32,2%), enquanto a administração de excelência ficou restrita a apenas 84 prefeituras (1,6%).



Das 5.563 prefeituras brasileiras, 399 não foram avaliadas por ausência ou inconsistência de dados no Tesouro Nacional. 


Mais informações

Sistema Firjan – Assessoria de Imprensa
(21) 2563-4257
Twitter: @sistemafirjan

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  1. E agora Jose? A culpa é do CHARLINHO...KKKKKKKKKKKKKKKK

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    1. PARABENS ITAGUAI, MESQUITA e NILOPOLIS .Realmente em Itaguaí a culpa é do CHARLINHO.

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  2. ISSO É PORQUE O CHARLINHO FOI UM MAL PREFEITO EM NOSSO MUNICÍPIO, QUERO VER SÓ A PROXIMA AVALIAÇÃO EM QUE COLOCAÇÃO VAI FICAR O NOSSO MUNICÍPIO.

    ResponderExcluir

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