Novas regras para as eleições 2014 - Vejam

Congresso em Foco A minirreforma eleitoral aprovada pelos senadores na noite desta quinta-feira (16) promove mudanças na legislação q...

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A minirreforma eleitoral aprovada pelos senadores na noite desta quinta-feira (16) promove mudanças na legislação que vão desde as regras para realização de comícios até aumentar o rigor nas propagandas eleitorais. O texto segue para análise da Câmara dos Deputados. Porém, para poder valer para as próximas eleições, ele tem que ser aprovado pelos deputados e sancionado pela presidenta Dilma Rousseff até 4 de outubro.

Entre as principais mudanças estabelecidas pelo texto aprovado pelos senadores, está a tipificação do crime de boca de urna. Previsto na legislação eleitoral, é punido com seis meses a um ano de detenção, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR. com o texto dos senadores, a prisão é retirada da norma.
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No substitutivo aprovado em plenário, os senadores também aprovaram mudanças no trâmite burocrático. Uma delas estabelece que, se a mesma pessoa tiver duas filiações partidárias, prevalece a mais nova. Hoje, se um político desejar trocar de partido, ele precisa cancelar seu registro anterior sob pena de não ser mais filiado em nenhuma sigla.

Gastos

Uma das justificativas para aprovar a minirreforma é o custo das eleições. Os senadores, por exemplo, mudaram a Lei dos Partidos para permitir que as inserções em rádio da propaganda política possam ser enviadas por meio eletrônico. Hoje o material vai por meio físico, como fitas e CDs. Também estabelecem como gasto de campanha a alimentação do pessoal que presta serviços às candidaturas ou aos comitês eleitorais.
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Também com a ideia de diminuir os gastos, os senadores decidiram proibir a veiculação de propaganda eleitoral por meio da fixação de faixas, placas, pinturas ou inscrições, aposição de cavaletes e bonecos. Outra mudança foi limitar o tamanho de adesivos dos candidatos. Antes sem limite, agora só podem ter dimensão máxima de 50 centímetros por 40 centímetros.
Além disso, fica proibido colar propagandas em carros, com exceção microperfurados até a extensão do vidro traseiro. Outra vedação é o uso de outdoors, inclusive eletrônicos. Quem descumprir a determinação, seja candidato, partido ou empresa, ficam sujeitos ao pagamento de multa entre R$ 5 mil  R$ 15 mil.

Redes sociais

Pelo texto, a pré-campanha nas redes sociais passa a valer, mas não muda o período das convenções partidárias e da data inicial da corrida eleitoral. O projeto reduz o prazo entre o fim do encontro das siglas e a publicação da ata com o seu resultado, passando dos atuais cinco dias para apenas 24 horas. Também restringe o uso de material impresso nas campanhas ao proibir a publicidade em placas, pinturas de muro e nos carros, com o “envelopamento” deles.
Outra mudança é a limitação do prazo para a troca de candidatos. Pelo projeto, a modificação precisa acontecer até 20 dias antes do pleito. Atualmente, um candidato com registro rejeitado pela Justiça Eleitoral pode fazer campanha até a véspera da eleição. Se a mudança ocorrer depois de as urnas serem lacradas, não é possível nem trocar o nome e a foto na eleição.


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