O que eu quero de presente no Dia dos Professores

Nesse dia 15 de outubro, Dia dos Professores, como um simples professor de História das Redes Municipal, Estadual e Particular, gostaria d...

Nesse dia 15 de outubro, Dia dos Professores, como um simples professor de História das Redes Municipal, Estadual e Particular, gostaria de receber de presente algumas coisas que compartilho agora com todos vocês:

- Sala de aula com número de alunos adequado para um excelente aprendizado (Municipal e Estadual);

- Sala de aula com ar-condicionado ou ao menos ventilador para suportar o calor (Municipal);

- Ter meus amigos professores de educação infantil com ótimas condições de trabalho e muito bem valorizados, para assim quando seus alunos chegarem ao 6° ano, eu tenha alunos de alto nível e que possa realizar o mesmo trabalho de qualidade, que faço na Particular (Municipal e Estadual);

- Um projeto que integre a comunidade, pais, alunos, professores e todos da escola buscando resolver problemas de comportamento daqueles alunos que consideramos perdidos mas que na verdade só precisam de orientação adequada (Municipal e Estadual);

- Que nos bairros, tenham diversas áreas de lazer e cultura, levando os alunos a estarem com suas mentes ocupadas nos momentos fora da escola.

Talvez seja pedir muito! Talvez não! Talvez seja impossível! Talvez alguém leia! Talvez ainda haja esperança! Talvez usando o blog para pressionar, não mude nada!

Vou ficar o Dia dos Professores pensando nisso para tentar ficar feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Prof° Fabiano Bastos

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  1. Parabéns pela data. Amigo as suas aspirações não são impossíveis, talvez difíceis mas totalmente coerentes e reais, cabe ao poder público realizar uma gestão séria e voltada para a excelência do nosso ensino público. Teremos os recursos do petróleo do pré sal, esperamos que ele seja aplicado verdadeiramente na educação. Um abraço.

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  2. “A educação não pode temer o debate sob pena de ser uma farsa”

    Paulo Freire


    Paulo Freire afirmava que ser educador e não lutar é uma contradição pedagógica. A frase do mestre, autor de uma proposta pedagógica que revolucionou a educação no Brasil e influenciou práticas educacionais no mundo inteiro, é bastante apropriada neste momento de luta dos profissionais das redes estadual e municipal e da passagem de mais um Dia do Educador, no qual a intolerância dos governos estadual e municipal faz com que pouco tenhamos a comemorar.

    Desde o dia 8 de agosto, estas redes estão na rua, denunciando para a população as políticas pedagógicas que visam a destruição da educação e reivindicando do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes garantias para que a escola pública possa funcionar melhor.

    Mesmo debaixo das bombas da polícia do governador e das nuvens de gás de pimenta e lacrimogêneo utilizados contra as nossas manifestações, os educadores das escolas públicas estaduais e municipais têm dado um exemplo maior de cidadania, enfrentando, com sobriedade e valentia, as mais diversas adversidades que a intransigência dos governos proporciona.

    Os governos do Estado e do Município do Rio atacam educadores de um jeito tal qual a ditadura militar fez. A ameaça de um inquérito por abandono de cargo por conta de uma greve que tem repercussão internacional é a expressão dessa política truculenta. O monitoramento dos profissionais em greve e a criminalização do nosso movimento são inconcebíveis em um Estado de direito.

    A greve dos profissionais de educação, além de reivindicar justas melhorias salariais, pretende qualificar todo o processo pedagógico, recuperando a infraestrutura das escolas e, acima de tudo, valorizando a profissão do educador.

    Desta forma, a luta dos profissionais de educação deve ser considerada como uma qualidade inerente à categoria do educador. Categoria que, neste preciso momento, além da firmeza com que defende as suas reivindicações, reveste-se, também, de muita coragem para enfrentar a violência repressora dos governos, que parecem desconhecer, em todos os sentidos, a grandeza e o conceito da Educação.

    Se vivo fosse, o mestre Paulo Freire concordaria com a nossa luta e nos apoiaria. Parabéns a todos e todas que estão nesta luta por uma Educação pública gratuita, em especial os professores e funcionários de todas as redes públicas do Estado do Rio de Janeiro.

    Uma pergunta que não quer calar: Qual é o presente que Cabral e Paes darão aos profissionais da educação nesse dia 15 de outubro?

    Autor: SEPE/RJ
    http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=4828

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