RJ: Coeficiente deve ser de 180 mil votos para federal e 123 mil para estadual

Uma projeção dos dados de comparecimento e percentuais de votos válidos das eleições de 2010 sobre o número de eleitores registrados no...


Uma projeção dos dados de comparecimento e percentuais de votos válidos das eleições de 2010 sobre o número de eleitores registrados no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) no mês de dezembro de 2013 permite uma previsão aproximada da quantidade de votos que será necessária para cada partido eleger um deputado estadual ou um deputado federal. Para mandar um representante à Câmara dos Deputados, em Brasília, o partido terá que ter aproximadamente 180 mil votos - pela projeção, são 180.262, mas esse número pode variar. Já para eleger um deputado estadual, serão necessários cerca de 123 mil votos - 122.910, pela projeção.


Esses números, contudo, não significam que será necessário que um candidato consiga essa quantidade de votos para se eleger. Estas são estimativas dos coeficientes eleitorais, que representam a quantidade de votos necessária para um partido ter direito a uma vaga de deputado estadual ou federal.

O cálculo é feito da seguinte forma: somam-se os votos de todos os candidatos do partido com os votos dados à legenda (quando o eleitor, em vez de escolher um candidato pelo número, vota apenas no número do partido para deputado estadual ou federal) e divide-se esse total pelo coeficiente eleitoral. 

A parte inteira do resultado é a quantidade de vagas que o partido obtém para a Câmara dos Deputados ou para a Assembleia Legislativa. A parte decimal é reservada para uma disputa posterior das vagas que restarem da divisão das vagas pelas partes inteiras das quantidades de deputados eleitos por cada partido.

Ajuda dos campões de votos e da ‘rabiola'

É comum haver candidatos eleitos com muito menos votos do que o coeficiente eleitoral. Isso acontece porque todos os votos do partido são divididos pelo coeficiente. Assim, os campeões de votos - que conseguem mais do que o coeficiente - e os candidatos com menor votação - que no meio político costumam ser chamados de "rabiola" - têm uma grande importância no resultado da eleição.

Por exemplo, se o partido "A" conseguiu uma votação total que corresponde a 19 vezes o coeficiente, ele elegerá seus 19 candidatos mais votados. Se ele teve um candidato que conseguiu 265.747 votos para deputado estadual, esse candidato, sozinho, garantiu a sua eleição e a de mais um companheiro de chapa, já que o coeficiente é menos da metade desse número. E se o candidato colocado em 19º lugar na lista do partido "A" tiver conseguido, hipoteticamente, 25.000 votos, será eleito mesmo tendo conseguido muito menos do que o coeficiente.

A soma dos votos da "rabiola" também é importante - mesmo que esses candidatos menos conhecidos não tenham chance real de serem eleitos, é importante que eles se esforcem na campanha e consigam a maior quantidade possível de votos. Eles vão dar uma contribuição importante para o "bolo" de votos do partido, já que mesmo as maiores legendas não costumam ter mais do que dois ou três "campeões" que garantem seu coeficiente e ajudam outros companheiros.


Fatores que alteram o resultado

O cálculo dos coeficientes é feito da forma apresentada nesta reportagem, mas os índices de comparecimento e de votos válidos podem variar. Na projeção, foram aplicados os mesmos números de 2010, mas o efeito das manifestações de 2013 pode alterar os percentuais de comparecimento e de votos válidos. 

Até mesmo a meteorologia pode influir no resultado. Por exemplo, se no dia da eleição o sol estiver forte, muita gente pode preferir ir à praia ou à piscina e deixar para justificar a ausência ou pagar a multa. Se chover muito forte, também pode aumentar a abstenção porque as pessoas não quereriam ou não poderiam ir votar debaixo de um temporal. Isso reduz o número de comparecimentos e de votos válidos, diminuindo também os coeficientes. Por outro lado, um dia nublado, mas não de chuva forte, pode ajudar a aumentar o comparecimento.

Existe ainda o fator de comprometimento do eleitorado, que é gerado pela campanha. Se a população se interessar pela disputa, levando o assunto para as conversas nas ruas, a tendência é haver maior comparecimento e mais votos válidos, o que aumenta os coeficientes. Já uma campanha "morna" tende a reduzir o comparecimento e aumentar os índices de votos nulos e brancos, reduzindo os coeficientes.




Veja os números projetados para as eleições de outubro


Deputado federal
Total de eleitores (2013): 12.012.454
Comparecimento (2010): 82,63%
Projeção de comparecimento 2014: 9.925.891
Votos válidos para Deputado Federal (2010): 83,54%
Projeção para 2014: 8.292.089
Vagas para Deputado Federal: 46
Coeficiente previsto para Deputado Federal: 180.262


Deputado estadual
Total de eleitores (2013): 12.012.454
Comparecimento (2010): 82,63%
Projeção de comparecimento 2014: 9.925.891
Votos válidos para Deputado Estadual (2010): 86,68%
Projeção para 2014: 8.703.762
Vagas para deputado estadual: 70
Projeção para coeficiente em 2014: 122.910




Exemplo de cálculo



Suponhamos que o partido "A" teve 2.453.876 votos para deputado estadual, somando-se todos os votos conseguidos por seus candidatos mais os votos dados à legenda. Isso significa que o partido "A" vai eleger 19,74 deputados, considerando-se o coeficiente eleitoral de 124.288 votos. Como ninguém pode ser 0,74 deputado, essa parte decimal fica reservada para a divisão das vagas restantes.

Assim, os 19 candidatos com maior número de votos nesse partido são considerados eleitos. Dependendo das partes decimais obtidas por outras agremiações, a legenda poderá ter um ou mais deputados eleitos "por média".



FONTE: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,84286,Coeficiente-deve-ser-de-180-mil-votos-para-federal-e-123-mil-para-estadual.html

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