Carta aberta aos funcionários da educação de Itaguaí - por Bruno Souza

Não há dúvidas que estamos atravessando uma era de reivindicações sociais. Estamos na Avenida Rio Branco; estamos na Rua General Bocaiúv...

Não há dúvidas que estamos atravessando uma era de reivindicações sociais. Estamos na Avenida Rio Branco; estamos na Rua General Bocaiúva. É pressão sobre o governador do Rio; é pressão sobre a administração de Itaguaí.

Estivemos de greve durante a última semana, tivemos conquistas concretas e bem saudada retomada de diálogo com a prefeitura: vale alimentação, retorno dos seis tempos de aula e da grade curricular do ano anterior, compromisso (em ata) de implementação do plano de cargos e salários até maio deste ano, compromisso com a questão do calor dentro das salas de aula, comissão paritária para discutir a implementação da lei do 1/3, merendeiras sendo reconhecidas como cozinheiras, e outras coisas. Saldo positivo, portanto.

A adesão ao movimento foi total em algumas escolas, parcial (quando não minoritária) em outras. Aos colegas que aderiram, passando pelo embaraço de ver os alunos no pátio, como se nada estivesse acontecendo, enquanto boa parte dos servidores estava trabalhando, obrigado pela coragem e apoio. Obrigado por não se deixarem amedrontar por boatos, e por não desacreditarem na greve enquanto forma legítima (e legal) de lutar, defender e ampliar nossos direitos.

Reconheço que os motivos para não aderir ao movimento podem ser de natureza variada: manutenção de privilégios (horário, verticais e tempos extras), esperança de transformar o alinhamento político em benefícios, descrença na capacidade de mobilização popular, conformismo com a situação, etc. Seja qual for o motivo, esperamos que as conquistas dos que lutaram tenham servido de motivação para ocasiões futuras. Sabemos que é natural, nesses momentos, sentir certo constrangimento diante daqueles que, corajosamente, se lançaram ao desafio. Não se sintam assim. Para vocês, deixo minhas últimas palavras em forma de sugestão: se, por acaso, ouvirem qualquer gracejo pelo fato de não terem ido lutar pela classe, façam-se de surdo (o que, aliás, não será tão difícil para quem já se faz de cego diante dos problemas, e de mudo diante do côro de inconformados combatentes)!

Bruno Souza 
(professor da rede municipal de Itaguaí)

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  1. Lutem por nós que nos encontramos no cadastro de reserva.
    no cargo de D1 há temporários atuando, tem dobras.
    Pq estão fazendo isso só queremos atuar .....
    JUSTIÇA isso não pode ficar assim no ESQUECIMENTO!!!!!!!!!

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  2. NÓS QUE PASSAMOS NO CONCURSO ESTAMOS ESQUECIDO.PARECE QUE SO O CONTRATADO TEM DIREITO E O CONCURSADO NÃO TEM DIREITO A NADA.

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  3. Por que vc concursados q ainda não foram chamados não reclamam seus direitos na justiça? Pois nas escolas tem dobras e se tem dobras tem vagas e essas vagas é de vocês concursados!

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  4. ESSA SITUAÇÃO PRECISA MUDAR NA EDUCAÇÃO E SAÚDE!!!!!!!!!!!!!

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  5. ESSA SITUAÇÃO PRECISA MUDAR NA EDUCAÇÃO E SAÚDE!!!!!!!!!!!

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