Ex-segurança, Alexandre Marques, conta tudo sobre gastança de dinheiro suspeito feita pelo prefeito Luciano Mota, das várias ameaças que sofreu e da sua expectativa de que se faça Justiça em Itaguaí - LEIA A ENTREVISTA COMPLETA E VEJA OS VÍDEOS

Jornal Atual, 06 de março de 2015 - por  JUPY JUNIOR -  jupy.junior@jornalatual.com.br Ex-segurança conta sobre gastança de dinheir...


Ex-segurança conta sobre gastança de dinheiro suspeito feita pelo prefeito Luciano Mota, das várias ameaças que sofreu e da sua expectativa de que se faça Justiça em Itaguaí


Alexandre Marques da Silva, 47 anos (30 deles em Itaguaí – no Chaperó, e depois no Califórnia) é um dos mais importantes personagens da Operação Gafanhotos, da Polícia Federal. Tudo porque em julho de 2014 a Polícia Federal foi cumprir, na sua casa, um mandado de busca e apreensão. Alexandre, que foi segurança do prefeito Luciano Mota entre agosto de 2012 e março de 2014, deu visibilidade aos bastidores do poder itaguaiense com vídeos que gravou graças ao fato de poder testemunhar, de modo privilegiado, fatos e conversas sigilosas. O escândalo foi imediato. Por meio do material coletado pelo segurança – que foi policial militar em Itaguaí por mais de 10 anos – a Polícia Federal pôde reconstituir com mais facilidade o esquema montado para subtrair milhões dos cofres públicos municipais.

Nesta entrevista exclusiva, Alexandre ajuda a fazer um perfil do prefeito Luciano Mota. E esse perfil é o de um homem desequilibrado, suspeito de ostentação com dinheiro público, que recebeu propina de empresários em estacionamentos de shoppings e que é influenciado nas suas decisões pela família de Amaro Gagliardi, seu amigo de adolescência. As respostas de Alexandre são aterradoras. Ele descreve como o dinheiro circulava em porta-malas de veículos, como viajou de helicóptero para São Paulo a fim de comprar um Range Rover de R$ 580 mil e a rotina de festas, baladas e contas em boate que beiravam os R$ 20 mil.

Como surgiu a oportunidade de trabalhar com o prefeito Luciano Mota?
Eu estava insatisfeito com o governo Charlinho, e quando vi o então candidato Luciano Mota fazendo campanha na rua, em 2012, eu aderi, ofereci ajuda. Atuei como militante. Antes, sabia quem ele era, já o conhecia de vista, mas não era amigo dele. Achei que era uma proposta política nova, por isso comecei a acompanhá-lo na campanha. A princípio não atuei como segurança, e sim como cabo eleitoral, por 45 dias antes do dia da eleição. Logo depois que ele foi eleito, surgiu a necessidade de organizar a segurança do prefeito. O capitão André, atual secretário de Ordem Pública, foi quem me chamou para trabalhar como segurança do Luciano. Eu já havia trabalhado com o capitão André, ele foi meu comandante por algum tempo, tanto no 27º BPM quanto no 24º.

Quantos seguranças integraram essa equipe?
Eram seis seguranças por dia, em escala de 24 por 72 horas, acompanhando ele em todos os lugares.

E como se dava seu trabalho neste grupo?
Veja bem: eu acompanhei Luciano neste grupo até julho de 2013. Depois, comecei a ficar com ele sozinho, em outro regime de trabalho. Surgiu a necessidade de ter um segurança que o acompanhasse em encontros que os demais não poderiam presenciar.

Que tipo de encontros?
Foram várias situações. O prefeito me chamou e me disse: “Você vai sair do grupo, não vai mais obedecer àquela escala. Vou comunicar ao secretário de Ordem Pública. A partir de hoje você vai me acompanhar, a segurança vai até determinado local e de lá vai ser dispensada, porque eu não quero que eles vejam determinadas coisas. Vou estar em locais e com pessoas que não quero que ninguém veja”. A princípio eu não entendi muito bem.

Por que você acha que foi escolhido para isso?
Não sei. Acho que ele tinha mais afinidade comigo, não sei porque.

Quando você começou a perceber que havia algo suspeito nisso?
Um dia estávamos na boate Miroir, na Lagoa. Lá ele me apresentou uma pessoa conhecida como “Paulista”. O prefeito Luciano me apresentou ele como empresário e disse: “Foi esse que me vendeu a Ferrari e estou comprando outros carros com ele”. Foi aí que eu comecei a entender porque fui isolado dos outros seguranças e que coisas eles não poderiam ver.

Como você encarou isso?
Foi impactante. Falei para ele: “Tem certeza, Luciano? Só tem um carro desses no Rio de Janeiro inteiro. As pessoas vão saber”. Aquilo me causou uma certa preocupação, mas pensei que fi - caria nisso. Não fi cou. Depois foram surgindo outras coisas, virou uma bola de neve.

Como era rotina de trabalho do prefeito?
No início era normal: trabalhava bastante, às vezes até de madrugada. Depois as coisas mudaram, ele passou a fazer muitas noitadas. Ia para Minas várias vezes. Foi a Itaipava, Angra dos Reis. Usava helicóptero para chegar a alguns desses lugares.

Como era a relação dele com os secretários?
Havia alguns secretários que tinham acesso direto a ele, aqueles com mais afinidade. Os outros tinham acesso mais dificultado.

E o Amaro Gagliardi, Assessor de Assuntos Externos?
Esse eu conheço há muito tempo. Ele sempre esteve envolvido com uma série de irregularidades no bairro do Engenho, metido com traficante. Trabalhei como policial na cidade por 10 anos, e as informações que tínhamos eram essas: que ele estava envolvido com esse tipo de coisa. Ele e o prefeito são amigos há muitos anos.

O que Amaro fazia no governo? 
Mandava em tudo lá. O que ele fala, o Luciano faz. Diversas vezes o prefeito conversava comigo no carro sobre o que faria. Quando ele encontrava com o Amaro, mudava tudo. Às vezes Luciano tinha uma boa ideia, mas o Amaro derrubava. Presenciei diversas conversas em que Luciano queria realizar uma coisa, mas o Amaro, cujo objetivo era estritamente financeiro, modificava tudo. Amaro metia a mão na porta do gabinete e entrava.

Você avisou ao prefeito quem era o Amaro?
Tentei avisar diversas vezes. Mas um dia ele disse para mim: “As pessoas não entendem a minha amizade com o Amaro. Ele é o meu irmão, não adianta falar dele para mim”.

Por que o Amaro não tentou afastar você do prefeito?
Tentou diversas vezes. Em certa ocasião ele me disse: “Como o mundo dá voltas, não é? Você me perseguia aqui na cidade quando era policial, e agora, olha e minha condição e olha a sua”. Eu retruquei: “Pois é, mas naquela época você só andava com vagabundo, mas hoje sua situação mudou, você anda com o prefeito”. Ele nunca gostou de mim, mas nunca conseguiu me afastar porque em determinado ponto eu já tinha visto muita coisa. Não era simplesmente me descartar. Mas ele tentou.

Há vídeos que se tornaram peças importantes na Operação Gafanhotos, da Polícia Federal, como aquele em que aparece Ricardo Soares, secretário de Turismo e o vídeo em que aparece a Ferrari. Foi você quem fez os vídeos?
Sim. Fiz vários vídeos, tenho um acervo. Gravei com o meu celular.

Como você teve a ideia de fazer os vídeos?
Primeiro preciso deixar claro: quem falava sobre as irregularidades era o Ricardo Soares. Tive a ideia depois de ouvi-lo reclamar diversas vezes que não ganhava o que merecia. Pensei: “vou gravar”. Vivo há 30 anos na cidade. Luciano chegou com uma proposta de mudança, mas vi que ele começou a tender para a corrupção.

Quando essa revolta cresceu dentro de você a ponto de você decidir fazer os vídeos?
Acho que foi em Minas Gerais. Amaro estava em um Mercedes Benz comprado pelo Luciano. Lembrei que tinha gente em Itaguaí sem remédios, crianças sem uniformes, as escolas estão sem merenda. A revolta cresceu quando vi os carros.

Como você conseguiu fazer os vídeos com Ricardo?
Eu tinha uma certa proximidade com ele. Ele entrava no meu carro e conversávamos. Uma vez foi no carro dele também. Ele tinha hábito de desabafar em relação ao Amaro pelo fato de ganhar pouco.

Há quem diga que o fato de você ter feito os vídeos comprometeu sua ética profissional. Você concorda?
Sim, com certeza. Realmente eu quebrei a ética como segurança. Mas como cidadão, não. A população está sofrendo. Em comparação com o prejuízo ético com algumas pessoas, é preciso lembrar que há mais de 100 mil pessoas prejudicadas por eles, que me chamam de X-9. Essa é a realidade. Apesar de saber que estou marcado para o resto da vida, que eles vão atentar contra a minha vida, me sinto tranquilo porque foi por uma boa causa.

Há quem diga também que você ficou muito tempo atuando junto ao prefeito, presenciando as irregularidades e suspeitas e nada revelou.
As revelações só surgiram muito tempo depois. Por isso, muita gente acredita que você se aproveitou do contexto de ostentação e por algum desentendimento resolveu falar tudo. Qual é seu comentário? Nunca houve desentendimento entre eu e o prefeito. As coisas foram em escala evolutiva, vão acontecendo. Não é assim, simplesmente sair. A cada dia se tem acesso a mais informações. Um belo dia eu disse a mim mesmo: “sai que vai dar problema”. Avisei ao prefeito: “você vai se prejudicar”.

O que ele dizia quando você o avisava?
Ele dizia: “Deus está comigo”. Luciano sempre falava em Deus.

Há uma teoria de que o prefeito é uma fi gura ilustrativa. Outras pessoas além do Amaro tinha incidência sobre ele? O prefeito de fato é confuso e outras pessoas acabam exercendo uma forte influência sobre ele?
O que eu observei é que por causa da amizade e afinidade que Luciano tem com o Amaro e com a Andréa [Lima, secretária de Saúde e Assuntos Extraordinários] o prefeito ficou cercado pela família do Amaro. Todos colocados estrategicamente em cargos na prefeitura. O prefeito Luciano Mota é influenciado, sim. Andréa manda na prefeitura, ela também tem uma grande incidência sobre o prefeito. Eles [Amaro e Andréa] dão algo para o Luciano se distrair enquanto tocam a prefeitura. O que acontece é isso.

O Jetta do prefeito foi alvejado uma vez, no bairro do Carvão. O que você soube sobre isso?
Eu não estava mais trabalhando para o prefeito, mas seguranças que eu conheço me disseram que ele estava passando pelo Carvão e os vagabundos do tráfico que estavam lá acharam que era polícia e dispararam. Não foi um atentado político. Por causa disso houve quem dissesse que o prefeito era usuário de drogas. Você confirma isso? Não, ele não usa drogas.

Ele é baladeiro?
Sim. Chegava em casa cinco, seis, sete horas da manhã.

Com que frequência os vereadores iam ao gabinete do prefeito?
Todos os dias.

Você confirma a existência da lista com nomes de vereadores?
Que lista?

A lista que descrevia os cargos na prefeitura dos quais os vereadores tiravam dinheiro?
O prefeito falava sobre isso para mim. Falava que dava cargos em troca de apoio político. Falava: “vou tirar desse, vou dar para o outro. Esse não está fazendo o que eu quero, vou tirar dele, vou dar mais para outro”. Naquela época eram 11 vereadores que estavam na Câmara. Dos 11, ele tinha seis na mão. Às vezes ele tirava um, fazia uma troca.

Você filmou um porta-malas cheio de dinheiro e foi dito que era dinheiro de Itaguaí. Em que situação aquilo foi filmado?
Foram diversas situações. Foram todas as vezes em que fui com o prefeito Luciano pegar dinheiro. Por exemplo, no estacionamento do shopping Village Mall.

Você viu alguém entregar dinheiro para o prefeito Luciano Mota?
Diversas vezes. Em shoppings e restaurantes na Barra. O acerto era geralmente em restaurantes. Jantava-se, depois descia, e no estacionamento tirava de um carro e colocava no outro. Foram diversas vezes.

Com quem eram essas negociações?
Não posso dizer o nome das pessoas porque isso consta no inquérito da Polícia Federal e é sigiloso.

Mas o dinheiro era entregue na mão dele?
Muitas vezes na mão dele, muitas vezes na minha mão. Às vezes eu estava ao lado, ele me entregava, eu colocava na mala do carro.

Sabemos da compra da TV de R$ 99 mil, dos ternos e roupas que custaram R$ 45 mil etc. Houve outras compras do gênero?
Lembro de uma vez que levei R$ 580 mil para comprar uma Range Rover em São Paulo. Fomos de helicóptero.

Onde o prefeito pegava o helicóptero?
No Recreio. Quando o trânsito estava ruim às vezes o helicóptero pousava aqui em Itaguaí na área da Expo e no areal do pai.

Como foi a compra da Range Rover?
Luciano me deu uma mochila com o dinheiro. Pegamos o helicóptero no areal do pai dele para São Paulo. Quando chegamos lá demos o dinheiro na mão do vendedor. Fomos buscar o carro dias depois, até fi z uma filmagem na Dutra.

Ainda sobre compras, você permitiu que o seu CPF fosse utilizado para o prefeito adquirir bens de luxo. Você foi cúmplice, então...
As coisas não aconteceram assim de uma vez só. O prefeito deixava bem claro que o nome dele não podia aparecer. Eu fui me envolvendo gradativamente, de fato me permiti. Mas eu precisava do meu trabalho. Achei que seria algemado, e isso foi umas das coisas que me motivaram largar tudo.

Você esteve com o prefeito em boates várias vezes. Qual foi o maior valor de conta que você viu o prefeito pagar nessas ocasiões?
Foi de R$ 25 mil numa noite. Em uma festa em Angra, a entrada de três pessoas (eu, ele e a namorada dele) custou R$ 15 mil. Eu fi z o pagamento. Outra vez pagou-se R$ 18 mil. Sempre com champanhe e comida japonesa. No revéillon de 2013 para 2014 no Frade, em Angra, gastou-se pouco mais de R$ 20 mil. Só o aluguel da casa por dois dias foi R$ 11 mil.

Quando as denúncias vieram a público, houve uma grande curiosidade sobre quem era o ex-segurança que fez tais revelações. A Polícia Federal também manteve o anonimato para proteger você. Algum tempo depois, seu irmão publicou algumas coisas no Facebook. Logo depois, você também. Por que você apareceu no Facebook se era para manter seu anonimato?
Vamos esquecer o lado segurança. Comecei a tomar partido como cidadão. Passei a colaborar com a cidade. Mas isso não comprometeu a sua segurança? Sim. Mas se você entra na chuva, mesmo com guarda-chuva um pinguinho sempre acaba caindo na gente.

Mas o fato de você ter aparecido suscitou mais dúvidas. Uma vez você publicou no seu perfil do Facebook que se as pessoas não parassem de fazer ameaças a você e à sua família você “iria mostrar tudo que tem”. Você não deveria mostrar tudo à Polícia? Você não mostrou tudo?
Isso é um jogo de xadrez. Tenho coisas que posso mostrar ou não, caso haja necessidade. Contra vereadores. Contra o próprio prefeito. Mas tudo na hora certa, caso haja necessidade. Eles começaram a fazer covardia com a minha família: exonerou minha irmã e minha mãe, que eram contratadas. Meus irmãos, concursados, eles perseguem.

Mas você disse que sua motivação era de cidadão. Estabelece- -se então uma contradição: se você tem material que incrimina todos os envolvidos, você não tem uma obrigação cidadã de mostra tudo à Polícia?
O material que eu dei para a Polícia Federal já é o sufi ciente. A investigação não se limita só ao que eu mostrei. Foi uma decisão minha.

Quando e como você deixou de trabalhar para o prefeito?
Em março de 2014. Ele foi ao meu condomínio buscar a Range Rover. Eu disse a ele: “não quero mais, muito obrigado”. Dei a desculpa de que estava com problemas pessoais. Mas ele insistia, me chamava, me ligava, ofereceu aumento. Mas eu já estava envolvido. No momento eu que saí, criou-se uma lacuna, porque não era simplesmente colocar alguém no meu lugar porque seria mais um a saber de tudo.

E o que aconteceu depois?
No final de julho de 2014 o prefeito me ligou. Estava muito nervoso. Disse que precisava falar comigo com urgência. Cinco minutos depois tinha 10 agentes da Polícia Federal na minha casa para executar uma busca e apreensão.

Então não foi você quem fez as denúncias à Polícia Federal...
Depois que a Polícia Federal foi à minha casa decidi falar tudo. Alguns minutos antes o prefeito tinha ligado para mim. Na hora achei que tinha sido coincidência, mas depois fi quei sabendo que os agentes tinham ido a São Paulo onde os carros foram comprados. Uma pessoa da loja avisou que havia um tal segurança Alexandre. Por isso os federais foram à minha casa. Eu já vinha guardando material há algum tempo e resolvi falar tudo depois disso.

Então revelar tudo não foi uma decisão sua, as circunstâncias levaram você a revelar tudo. Isso é correto?
Exatamente. Eu já fazia parte da quadrilha. Carreguei dinheiro, dei CPF, entreguei dinheiro a empresário...

O que a Polícia Federal achou na sua casa?
Acharam o pen-drive com os vídeos.

Como sua vida mudou depois disso?
Muito. Todos se afastaram de mim, fiquei isolado, as pessoas ficam com medo. Eu não saio para nada. Recebi diversos recados de que vão me matar. Há vereadores envolvidos. Mexi no bolso deles, é uma dor monstra. Pessoas ligadas a eles me telefonaram. Alguns foram lá em casa.

E o prefeito Luciano Mota ligou para você depois?
É o maior prejudicado nisso. Éo chefe da quadrilha. Ele ligou mais uma vez. Disse que precisava falar comigo. Eu disse que ele sabia onde era minha casa, era só aparecer. Mas não apareceu e não ligou nunca mais.

É muito estranho que essas pessoas envolvidas não pareçam estar preocupadas. É apenas aparência? É a certeza da impunidade. Eles não estão preocupados. Só quem vai para a cadeia é preto e pobre. Mas a realidade está mudando. Há gente sendo presa na Operação Lava-jato.

Você está bem protegido pela Polícia Federal? 
Sim, tenho todo o apoio. Me ajudam, me acompanham.

Como é a relação do Luciano Mota com a família? 
Ele é um filho desgarrado. A família não compactua com nada. Via determinadas coisas, mas não compactua. Nunca vi nada de errado com os irmãos.

Como uma pessoa se elege e se torna essa que você descreve como sendo o prefeito Luciano Mota? Você tem alguma explicação para isso? 
Sempre me questiono sobre isso. Ele tinha tudo para ir longe politicamente, mas... o próprio secretário dele fala. Eu disse a ele uma vez: “será que até o final do seu mandato você vai pregar um prego na praça?”. Ele respondia: “vou fazer, vou fazer”.

Como você viu a repercussão dos vídeos? 
Meu sentimento é de dever cumprido. No momento em que Polícia Federal bateu na minha porta me senti no dever de colocar para fora tudo o que eu sabia. Não posso responder pelo que eu não fiz.

Embora você talvez tenha que responder por algumas que fez... 
Perfeitamente.

Qual é sua expectativa? 
O que eu quero é o que a população de Itaguaí quer: que essa quadrilha seja desmantelada, que eles sejam presos e paguem pelo que fi zeram. São vidas perdidas no hospital, a cidade de Itaguaí no mais completo abandono. Estou convicto de que a Justiça vai fazer a sua parte. Esperamos que o Legislativo fiscalize o Executivo. Que eles sejam punidos, vai ser melhor para todos, inclusive para mim. Quero fazer um apelo: as pessoas enganadas pelos vereadores devem criar coragem e ir à Polícia Federal contar tudo. As portas estão abertas.

Jornal Atual, 06 de março de 2015 - por JUPY JUNIOR - jupy.junior@jornalatual.com.br

Notícias Relacionadas

Orçamento Itaguaí 7154994244535974794

Postar um comentário

emo-but-icon

Curta nossa Página

Semana

Recentes

Comentários

Visualizações do Blog

Twitter

Anuncie Aqui

Anuncie Aqui
item