O limite da legalidade na luta do povo pela dignidade - por Christiane Gerardo e Priscila Ribeiro

            Na última sessão da Câmara dos Vereadores de Itaguaí, uma manifestação virou palco de polêmicas por ter sido considerada ...



            Na última sessão da Câmara dos Vereadores de Itaguaí, uma manifestação virou palco de polêmicas por ter sido considerada desrespeitosa por um grupo de conservadores. Ao considerar uma manifestação desrespeitosa é necessário fazer uma análise política correta e as variantes formas de expressão do movimento popular.
As leis são um conjunto de regras para apresentar diretrizes comportamentais do indivíduo na sociedade, assim como o regimento interno é a regra de uma instituição, neste caso, da câmara de vereadores, objeto este que os manifestantes foram acusados de violar.
Para além de assegurar direitos humanos, civis e sociais as leis foram criadas para manter a ordem econômica e social, por ora, o capitalismo, e submete a população a submissão frente esta ordem ainda que se confronte com a barbárie provocada pela corrupção em nosso país, mola propulsora do capitalismo para assegurar na mão de uma minoria as riquezas que deveriam servir a maioria.
No município de Itaguaí não é diferente, qual o limite da legalidade frente uma Câmara de Vereadores onde supostamente se gritarmos “pega ladrão” poucos escapariam? – Oremos!
Regimento este que não pune o vereador que se omite em cumprir o papel de fiscalizador do executivo, que poderia ter evitado o saque ao erário e, aliás, ao invés de vigiar, supostamente fez parte da quadrilha que saqueou o município o qual ele foi eleito pelo povo e jurou proteger.
Regimento este retrógrado, autoritário, conservador que subjuga a população ao papel indigno de assistir de forma involuntária e domesticada a péssima apresentação teatral, onde até a votação da Lei de Diretrizes Orçamentarias precisa da negociata das emendas parlamentares para ser aprovada.
Até quando o povo de Itaguaí irá aceitar passivamente que só a ele seja cobrado os deveres constitucionais e poucos direitos garantidos pela Carta Magna lhes sejam preservados?
O dinheiro que supostamente financia o Jet Sky, o corrola, o haras e o apartamento no Sahy é o mesmo que deveria suprir a falta de medicamentos, a merenda escolar, a falta de profissionais e outros elementos indispensáveis para o bom atendimento a população através das políticas públicas.
Os manifestantes que lá estavam vestidos de palhaços se utilizavam da irreverência e do deboche enquanto expressão de indignação, no entanto, foram criminalizados, expostos por reivindicarem que os vereadores se debrucem sobre as provas irrefutáveis que pesam contra o ex-prefeito Luciano Mota, promovendo a cassação do mandato do delinquente.
Veja que incoerência, os manifestantes que lá buscavam o respeito as leis, foram acusados de desrespeitarem as leis por aqueles que justamente deveriam fazer  com que as leis a que os manifestantes buscavam fossem respeitadas.
Mas, para os manifestantes, criminosos, perigosos da política de Itaguaí, o braço valente, autoritário, implacável da autoridade constituída foi imediata, expulsos daquilo que doravante já foi denominada a casa do povo.
Ao delinquente, chefe afastado do executivo, fica dedicado a benevolência e a omissão de uma maioria de uma Câmara de Vereadores inerte pela provável cumplicidade dos maus feitos.
Dessa forma, só nos cabe uma pergunta: De toda apresentação circense, o que ofende é mesmo o confete?


Priscila Ribeiro

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