A crise de representatividade e o financiamento público de campanha - por Chris Gerardo

Talvez o Brasil esteja passando sua história a limpo, talvez os políticos estejam passando seu passado a limpo, talvez sejamos nós a re...

Talvez o Brasil esteja passando sua história a limpo, talvez os políticos estejam passando seu passado a limpo, talvez sejamos nós a remexer no passado para entender o atual estado das coisas e onde erramos.

Estamos vivenciando uma das mais sérias crises de representatividade, onde o legislativo e o executivo que representam o sistema representativo Brasileiro se perdem na imoralidade,  mergulhados em lama das negociatas, da extorsão, do suborno, dos banquetes regados com os recursos que deveriam enriquecer ou prover as condições básicas de vida digna aos cidadãos comuns.

Se ainda existia algum resquício de credibilidade nas instituições da manutenção da ordem política representativa se esvaiu no último escândalo do Petrolão.

O PT e toda a sua sorte de base aliada presta um desserviço à nação, joga lama em toda a esquerda brasileira, passando ao trabalhador comum, a falsa ideia que são todos iguais neste balaio de gato.
Não, nós não somos iguais.

A farsa do financiamento das milionárias campanhas eleitorais, onde políticos desenham um mapa ao Tribunal Eleitoral que suporte camuflar parte dos recursos recebidos com o quantitativo absurdo de santinhos, outdoor, cabos eleitorais que inundam a cidade no período eleitoral é sustentada pela rejeição dos “comuns” em compreender que ainda que ele ache que ele não está pagando a festa, o dinheiro que jorra na orgia é todo dele.

A sociedade Brasileira se nega a debater a necessidade das campanhas terem exclusivamente recursos públicos, porém a luz do escândalo do Lava Jato descobre que aditivos, contratos, empresas publicas e suas empreiteiras foram os principais financiadores de boa parte das campanhas políticas de deputados e inclusive dos principais candidatos a Presidência.

Empresa e banqueiro não desperdiçam dinheiro, não doam recursos que não podem ser deduzidos do imposto de renda através de suas próprias fundações os quais eles forjam os balancetes.
Eles investem, e investem muito, e o retorno deles fica garantido através dos contratos bilionários, se lambuzam no ouro que cai das vistosas tetas do Estado e ao serem descobertos, choram pela extorsão sofrida, quem pagou a festa? Você.

Em recente e tímida reforma eleitoral, após um golpe do Presidente da Câmara que colocou um tema outrora rejeitado pelo plenário (financiamento privado), 66 deputados de um dia ao outro mudaram de ideia sobre financiamento de campanha, e decidiram que a contribuição privada poderá ser realizada diretamente ao Partido.  

Ao invés de adotarem formas de se impedir que os corruptos se banqueteiem com os recursos públicos, conseguiram adotar uma regra que deixa mais escondidinho o real beneficiário da vultosa generosidade empresarial.

Quando se pensa que terão vergonha, nós nos esquecemos - A cara deles não racha.
Cabe aos comuns (os reais financiadores) continuar pressionando nesta avenida de lutas da labuta de quem sobrevive com o suor da sua testa, e se conscientizar, que com financiamento publico de campanha, conseguirá trazer a luz do dia e de uma regulamentação séria que garanta igualdade, o que eles já fazem as escondidas, à custa de recursos públicos, que no final determinam o resultado do processo eleitoral.

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