ITAGUAÍ: Nuclep conclui a fabricação do casco do Submarino Humaitá com tecnologia francesa

No total, a Nuclebrás Equipamentos Pesados vai construir os cascos de quatro submarinos convencionais e também do primeiro submarino brasi...

No total, a Nuclebrás Equipamentos Pesados vai construir os cascos de quatro submarinos convencionais e também do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear no âmbito do acordo de firmado em 2008 com a França.

A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), concluiu a construção do casco do Submarino Humaitá. A entrega da seção 2A, a última de um total de cinco que compõem o casco do SBR-2, foi feita na segunda-feira (12).
O Submarino Humaitá é o segundo em construção no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Fruto de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia firmado em 2008 entre o Brasil e a França, o Prosub resultará na fabricação de quatro submarinos convencionais diesel-elétrico e do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR). A Nuclep está encarregada da construção dos cascos resistentes dos submarinos, a parte estrutural considerada mais complexa.
O Submarino Hamaitá é o primeiro cujo casco resistente foi inteiramente construído no Brasil e mostra a absorção da tecnologia e a capacitação dos envolvidos. Especialistas de diversas áreas, como engenharia e soldagem, foram enviados à França para conhecer as técnicas de construção da Marinha daquele país.
"Esse é um trabalho realizado em poucos lugares do mundo, e nós conseguimos fazer com qualidade", destacou o diretor industrial da Nuclep, Liberal Zanelatto.
Casco
A construção do casco teve início em setembro de 2013 com o corte da primeira chapa. A seção 2A é a maior, com 18,292 metros de comprimento, 6,2 metros na parte de vante e 5,74 na parte de ré. O peso total da seção é de 120 toneladas.
A expectativa é a de que os quatro submarinos de propulsão convencional estejam prontos no período entre 2017 e 2023, e o de propulsão nuclear, entre 2023 e 2025. Apenas cinco países no mundo dominam a tecnologia para construção de submarinos nucleares: China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia.

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